França diz que Doria tentou dar rasteira em Alckmin e que viu ex-governador chorar

França criticou o ex-prefeito de São Paulo, que se aproximou de seguidores de Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno, quando Alckmin patinava nas intenções de voto à Presidência Por Folhapress De São Paulo

Vice de Geraldo Alckmin até o abril deste ano, o governador de São Paulo Márcio França (PSB) disse que não é herdeiro político do tucano no estado porque “o 45, que é o PSDB, é o partido do [seu adversário João] Doria”.

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Em entrevista nesta segunda (15) ao SPTV, da TV Globo, França criticou o ex-prefeito de São Paulo, seu adversário no segundo turno, que se aproximou de seguidores de Jair Bolsonaro (PSL) ainda no primeiro turno, quando Alckmin patinava nas intenções de voto à Presidência.

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Segundo França, Alckmin chorou – mas não entrou em detalhes a esse respeito.

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“Eu não sou [herdeiro político de Geraldo Alckmin] porque aqui em São Paulo, o 45, que é o PSDB, é o partido do Doria. Ele não quis, tentou o tempo todo dar uma rasteira no Alckmin, uma coisa absolutamente ruim. Isso não é didático”, afirmou o pessebista.

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“Hoje é dia dos professores, o professor não ensina seu aluno a fazer isso. Um pai não ensina um filho a fazer isso, a descumprir compromisso, a dar rasteira na pessoa que te ajudou, que te deu a mão. Eu vi o governador Alckmin chorar. Eu não me conformo com isso.”

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Em reunião da sigla no último dia 9, em um episódio atípico para seu perfil, Alckmin, presidente do partido, insinuou que João Doria é traidor. Doria cobrava uma autoavaliação do PSDB depois de derrotas em diferentes frentes na eleição, a começar pela de Alckmin na disputa presidencial.

França tem usado o momento para repetir que o seu adversário “não tem caráter”.