Você já tentou economizar combustível dirigindo mais devagar, deixando o carro no ponto morto ou só abastecendo em postos mais baratos? A intenção é boa, mas algumas dessas atitudes saem pela culatra.
Especialistas alertam que certos hábitos tidos como econômicos acabam forçando o motor, gerando mais consumo e até prejuízos a longo prazo.
Segundo o engenheiro automotivo Ricardo Dilser, a falsa sensação de economizar vem da repetição de práticas populares, mas ineficientes. “A conta chega depois, e em dobro”, explica ao UOL.
1. Abastecer só em postos com gasolina mais barata pode sair caro
Pode parecer lógico escolher o posto com o menor preço, mas isso pode ser arriscado. Combustível adulterado rende menos, exige mais do motor e aumenta o consumo por quilômetro rodado.
2. Manter o carro no ponto morto não é eficiente
Deixar o carro engrenado nas descidas, ao contrário do que muitos pensam, é mais econômico. Com injeção eletrônica, o motor corta o combustível nessa situação, o que não ocorre no ponto morto.
3. Encher o tanque até a boca prejudica o sistema
Abastecer além do automático pode causar danos no cânister, que controla os vapores do combustível. O reparo é caro e o consumo pode subir por causa da evaporação descontrolada.
4. Nem sempre desligar o ar-condicionado é a melhor opção
Em trajetos urbanos, o ar-condicionado consome mais combustível, então desligá-lo e abrir a janela para se refrescar é uma boa opção.
Na estrada, entretanto, abrir os vidros aumenta a resistência do ar, fazendo com que o carro precise de mais combustível. O ideal é equilibrar conforme o tipo de trajeto.
5. Manter velocidade muito baixa nem sempre ajuda
Dirigir sempre devagar pode parecer econômico, mas força o motor em marchas inadequadas. O ideal é manter o giro dentro da faixa de torque, garantindo eficiência e economia.
Evitar esses hábitos pode melhorar o desempenho do carro, reduzir gastos e preservar componentes importantes. Quando o assunto é economia, menos mitos e mais informação fazem toda a diferença.



