A rotina de cuidados de um automóvel é a chave para garantir o bom funcionamento e a longevidade do modelo. Porém, mesmo com uma rotina frequente de manutenções, alguns erros quase que ocultos podem comprometer a integridade do veículo e causar prejuízos no bolso do condutor.
Segundo um artigo publicado no Blog Ipiranga, práticas muitas vezes comuns, como pisar fundo no acelerador com o motor frio ou conduzir na marcha errada por um período prolongado, podem estar destruindo o funcionamento da máquina.
Portanto, o recomendado é ter atenção redobrada e garantir que erros do cotidiano se tornem menos frequentes na hora de rodar longas distâncias e até mesmo na manutenção.
Dirigir com a gasolina sempre na reserva
O costume de dirigir com a gasolina sempre na reserva pode prejudicar o funcionamento do veículo, especialmente em modelos modernos.
Opções mais novas no mercado contam com a bomba de combustível dentro do tanque para se manter lubrificada e na temperatura ideal. Desta forma, se o tanque estiver quase vazio, a bomba acaba esquentando, o que diminui sua vida útil.
No longo prazo, isso pode causar pane seca do sistema, desgaste do motor, acúmulo de impurezas e danos à bomba e ao filtro de combustível.
Acelerar o carro para aquecer o motor
Com a chegada do inverno, alguns condutores podem adotar a prática de acelerar para aquecer o motor de forma mais rápida. Porém, fazer isso pode comprometer o funcionamento do sistema, uma vez que as peças internas acabam funcionando fora de sintonia.
Além disso, pisar fundo no acelerador nestas condições pode prejudicar a lubrificação dos componentes. A forma recomendada de esquentar o motor é gradualmente, deixando a ignição ligada sem se mover ou acelerar bruscamente.
Fazer isso evita o desgaste prematuro do motor e de seus componentes, danos ao sistema de escape, maior emissão de poluentes e um consumo exagerado de combustível.
Usar a marcha errada muitas vezes
Aprender o tempo certo da troca de marcha é um dos principais desafios para motoristas novatos. O receio de deixar o carro “morrer” pode causar problemas na hora de engatar a primeira ou realizar a troca em trajetos de alta ou baixa velocidade.
A mudança errada pode comprometer o desempenho e a integridade dos sistemas internos. O motivo é a forma como a transmissão decide quanta “potência” o motor manda para as rodas em cada momento.
Errar o período ou conduzir com uma marcha muito alta para a velocidade pode causar tensão excessiva e gerar um superaquecimento. Esse conjunto pode gerar falhas mecânicas graves e comprometer o motor.
Porém, o problema é diferente quando o veículo está com uma marcha muito baixa em alta velocidade. O carro terá que trabalhar mais do que o necessário para circular, o que pode diminuir a eficiência do combustível e causar desgaste excessivo de componentes internos do motor.
Apoiar o pé na embreagem
Mesmo sendo um costume para motoristas de carros manuais, gerar pressão na embreagem, mesmo que leve, pode gerar um consumo maior de combustível.
O recomendado, de acordo com o Blog Ipiranga, é retirar o pé assim que trocar a marcha. Continuar pressionando a embreagem criará um atrito desnecessário entre as peças, causando um desgaste maior, danos na resposta do carro e problemas no disco de embreagem.
Deixar o carro parado por muito tempo
Ficar um tempo considerável sem rodar com o automóvel pode causar dano a longo prazo. Um dos primeiros sinais é a bateria arriando, devido à perda da carga durante o período de inatividade.
Outro problema é a degradação do óleo do motor, prejudicando a lubrificação do motor e fazendo-o perder o pique.
A prática de deixar o carro parado por muito tempo pode afetar os pneus, com a possibilidade de deformação e até mesmo murchar.
Por fim, as peças de metal acabam enferrujando e as mangueiras e borrachas de vedação podem ressecar e rachar. A principal maneira de evitar os problemas listados é rodando pelo menos uma vez por semana com o veículo.
