Montadora japonesa encerra vendas de carros zero no Brasil após 28 anos de história

Baixo volume de vendas impediu que o Grupo Caoa investisse na atualização técnica da Subaru

Empresa garantiu o compromisso de manter o estoque de itens de reposição por, no mínimo, 10 anos após o fim das vendas

Empresa garantiu o compromisso de manter o estoque de itens de reposição por, no mínimo, 10 anos após o fim das vendas | Divulgação

A montadora japonesa encerrou oficialmente as atividades no Brasil. A marca fechou a última loja em São Paulo, após o fim do estoque SUV Forester no último mês de fevereiro, e colocou um fim na trajetória de vendas de carros zero-quilômetros em solo nacional.

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O ato também simboliza o fim de uma parceria de 28 anos com o Grupo Caoa. A empresa asiática perdeu espaço no mercado brasileiro com a entrada em vigor da fase L8 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores).

A determinação estabeleceu limites de emissões severos, o que tornou os motores 2.0 do Forester ilegais para padrões brasileiros.

Motivo da saída e futuro da marca no Brasil

O Grupo Caoa considerou inviável adequar o motor às exigências do país, especialmente pelo baixo volume de vendas da Subaru no Brasil.

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O conglomerado optou por concentrar uma verba bilionária na joint venture Caoa-Chery, líder da resistência contra a “invasão” das marcas chinesas no mercado nacional, como BYD e GWM.

Mesmo com a baixa circulação da Subaru nas ruas brasileiras, alguns modelos são considerados comuns em rodovias, principalmente os veículos XV, Impreza e WRX.

Segundo o Código de Defesa do Consumidor, o Grupo Caoa manterá a rede de assistência técnica ativa, incluindo manutenção e fornecimento de peças.

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A empresa garantiu o compromisso de manter o estoque de itens de reposição por, no mínimo, 10 anos após o fim das vendas. A proposta é garantir que os veículos da marca não se tornem “micos” no mercado de usados.

Reação do público 

Nos últimos anos, a presença da Subaru no Brasil foi diminuindo cada vez mais. A marca reduziu a rede de concessionárias, o alto custo de importação e a competitividade na produção e vendas de SUVs.

Como resultado, fãs e consumidores criticaram a falta de investimentos da montadora no setor de marketing e na ausência de lançamentos.

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Empresas japonesas optaram pelo caminho oposto

Outras empresas japonesas optaram pelo caminho oposto para manter as atividades e motores atualizados. A Toyota, por exemplo, encerrará as atividades em Indaiatuba (SP) ainda em 2026 para focar na produção de veículos híbridos apenas em Sorocaba.

Já a Suzuki lança este ano o e-Vitara, seu primeiro SUV 100% elétrico. As novas abordagens mostram que a sobrevivência das importadoras depende da eletrificação, conforme descrito por especialistas.