A Nissan e a Toyota interromperam temporariamente as operações de suas unidades produtivas no sudoeste do Japão. A medida foi adotada após o país ser atingido por um terremoto de magnitude 7,1 na última terça-feira (28/7).
O abalo sísmico afetou principalmente a região de Kumamoto e provocou a morte de 25 pessoas, além de danos em prédios, estradas e na rede elétrica local. O impacto gerou reflexos na cadeia de suprimentos da indústria automotiva japonesa.
Apesar da situação, as fábricas das duas montadoras não tiveram a estrutura afetada de forma grave. As unidades estão localizadas a cerca de 150 quilômetros do epicentro. Porém, a decisão das empresas foi motivada pela preocupação com a segurança dos funcionários e pelo desabastecimento de componentes.
Segundo um relatório emitido pela imprensa especializada japonesa, dois fornecedores relevantes de autopeças instalados em Kumamoto paralisaram suas operações por causa do terremoto.
Até a última atualização desta matéria, a Toyota interrompeu o funcionamento de três fábricas. A suspensão foi estendida até esta sexta-feira (31/7) e afeta setores responsáveis pela produção de motores, propulsores híbridos e a montagem da linha de veículos de luxo Lexus. O relatório estima que a pausa resulte na perda de aproximadamente 5.200 veículos.
Já a Nissan optou por uma interrupção parcial em uma de suas linhas para ajustar o fluxo produtivo à escassez de peças enviadas por fornecedores nas regiões afetadas. Não há uma data estabelecida para a normalização.
Interrupção nas operações da Nissan e da Toyota pode afetar exportação de veículos
A postura das duas gigantes pode resultar em atrasos na linha de exportação. Cerca de 90% dos veículos fabricados na fábrica da Toyota em Miyama, uma das unidades afetadas, são destinados ao mercado externo, especialmente aos Estados Unidos. Entre os principais modelos produzidos estão o sedã Lexus ES e os SUVs Lexus RX, UX e NX.
Na Nissan, a medida afeta a montagem de SUVs de grande porte comercializados internacionalmente, como o Nissan Armada e o Infiniti QX80.
A interrupção das unidades não deve causar um impacto imediato no fornecimento de veículos nas concessionárias fora do Japão. Entretanto, caso os problemas no envio de autopeças da região de Kumamoto continuem, a entrega de automóveis pode sofrer atrasos nas próximas semanas.











