Uma tecnologia conhecida como “vacina contra roubo” ganhou uma versão para carros de passeio e passou a identificar cerca de 100 componentes de cada veículo.
A proposta é dificultar a venda de peças retiradas de automóveis roubados ou furtados.
O sistema já é utilizado desde 2001 em caminhões, vans e máquinas.
Agora, a tecnologia foi adaptada para carros, com marcações mais discretas para não comprometer a aparência dos veículos.
Como funciona a “vacina” contra roubo
Em vez de gravar apenas a placa nos vidros, como era comum décadas atrás, o sistema identifica diversas peças do automóvel.
Componentes metálicos, como motor, câmbio, suspensão, escapamento e catalisador, recebem a marcação com equipamento pneumático.
Já peças plásticas, faróis, lanternas e partes da carroceria são identificadas por laser.
A identificação corresponde à placa do próprio veículo. Assim, uma peça encontrada separadamente pode ter sua origem consultada.
Segundo Solon Pereira, um dos fundadores da empresa responsável pela tecnologia, cerca de 100 marcações são feitas nos componentes mais visados pelo mercado ilegal.
A informação foi dada ao Auto esporte, que conversou com o executivo.
A tecnologia impede o roubo?
Não. A “vacina” não funciona como rastreador ou bloqueador e não impede que o veículo seja levado.
O objetivo é tornar as peças mais difíceis de serem comercializadas depois de um roubo ou furto.
A identificação também pode ajudar na rastreabilidade dos componentes durante fiscalizações e investigações.
Quanto custa?
O preço depende do tipo de veículo:
- Hatches e sedãs: R$ 1.190
- Híbridos e elétricos: R$ 1.360
- SUVs: R$ 1.460
- Modelos 4×4: R$ 1.790
A aplicação leva cerca de quatro horas e é realizada mediante agendamento em unidades credenciadas.
Atualmente, o serviço está disponível em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Alagoas.
