MTST faz protesto em biblioteca de SP após ato de racismo

Movimentos sociais ocupam a Biblioteca Mário de Andrade após um homem, com um livro de Adolf Hitler, usar uma série de frases racistas no local

Ato do MTST contra o racismo em frente à Biblioteca Mário de Andrade

Ato do MTST contra o racismo em frente à Biblioteca Mário de Andrade | Divulgação

O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)  e o Movimento Raiz da Liberdade fizeram um ato simbólico de ocupação das cadeiras da biblioteca Mário de Andrade, na região central de São Paulo, nesta quarta-feira.

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A ação se deu um dia depois de um homem identificado como Wilho da Silva Brito, de 39 anos, usar uma série de frases racistas na biblioteca para ofender funcionários e funcionárias da instituição.

De acordo com o MTST, o objetivo da ação ato foi mostrar que o local se trata de um espaço de conhecimento e cultura, e que o racismo não pode ser tolerado.  

Coordenadora dos dois movimentos e candidata a deputada estadual pelo PSOL, Ediane Maria, uma mulher negra, destacou a importância do ato simbólico. “Este espaço é nosso e viemos dizer que o racismo não vai nos acuar. O povo preto vai ocupar as bibliotecas, universidades e todos os espaços de poder. Os racistas que se calem”, disse ela.

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O caso

Em um vídeo que circula pelas redes sociais, Wilho  discute com funcionários da biblioteca e faz uma série de afirmações racistas e homofóbicas. Ele estava com os livros “Minha Luta”, de Adolf Hitler, e “Uma breve história do tempo”, de Stephen Hawking.

“Eu não gosto de negros, a cultura deles é uma bosta. Se prestassem, eles não eram discriminados pela sociedade”, afirmou o homem, entre outras frases do tipo.

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O sujeito foi preso.

Assista ao vídeo abaixo: