STJ homologa sentença e amigo de Robinho cumprirá pena por estupro coletivo

Ricardo Falco, amigo do ex-jogador, cumprirá pena pelo mesmo crime cometido em 2013 numa boate em Milão

STJ homologa sentença, e amigo de Robinho é condenado a 9 anos de prisão

STJ homologa sentença, e amigo de Robinho é condenado a 9 anos de prisão | Divulgação/ STJ

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou na tarde desta quarta-feira a sentença de Ricardo Falco, condenado a nove anos de prisão pela Justiça da Itália por estupro coletivo. Amigo do ex-jogador de futebol Robinho, Falco deverá cumprir sua pena em território brasileiro, seguindo o mesmo destino de Robinho, preso na penitenciária de Tremembé desde março deste ano.

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Decisão do STJ

A Corte Especial do STJ decidiu que a sentença italiana segue os procedimentos compatíveis com os previstos na Justiça brasileira, permitindo sua homologação e execução no Brasil. A defesa de Falco tentou arquivar o pedido de homologação e solicitou que ele aguardasse em liberdade até o esgotamento de todos os recursos, mas ambos os pedidos foram negados pelo tribunal.

O ministro Francisco Falcão, relator do caso e também do processo de Robinho, destacou a similaridade entre os dois casos e reforçou que as questões processuais já haviam sido amplamente discutidas. A decisão do STJ foi respaldada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que recentemente negou um habeas corpus a Robinho.

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Execução da pena

Com a decisão do STJ, o próximo passo é a emissão do mandado de prisão para que a Justiça Federal de São Paulo, onde Falco reside, proceda com os trâmites necessários. Falco deverá iniciar o cumprimento da pena imediatamente, em regime fechado. Apenas o ministro Raul Araújo divergiu do relator durante a votação.

Entenda o caso

Robinho e Ricardo Falco foram condenados pelo estupro coletivo de uma mulher albanesa em 2013, em Milão. A condenação de Robinho foi confirmada em três instâncias na Justiça italiana, culminando com a decisão definitiva da 3ª Seção Penal do Supremo Tribunal de Cassação, em janeiro de 2022. Ambos os condenados retornaram ao Brasil antes da decisão final.

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Outros cinco envolvidos no caso não foram julgados, pois retornaram ao Brasil antes do início das investigações. A Itália solicitou a extradição de Robinho, que foi negada pelo Brasil, uma vez que a Constituição brasileira não permite a extradição de cidadãos naturais. Diante da negativa, o governo italiano recorreu à homologação da sentença para que a pena fosse cumprida no Brasil.

Argumento da defesa

A defesa de Robinho argumentou contra a homologação da sentença italiana, questionando a validade do processo penal no país europeu e apontando procedimentos supostamente ilegais segundo a legislação brasileira. No entanto, o Ministério Público Federal defendeu a homologação, afirmando que a decisão italiana respeita a Constituição brasileira e os compromissos internacionais de repressão à criminalidade.

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Implicações da decisão

A homologação da sentença de Falco pelo STJ reforça a importância da cooperação jurídica internacional no combate a crimes graves. A decisão mostra que, apesar das limitações impostas pela soberania nacional e pela proibição de extradição, o Brasil está comprometido em garantir que a justiça seja feita, colaborando com a comunidade internacional para impedir a impunidade.

Com a execução da pena de Falco, o caso ganha um desfecho significativo, refletindo a eficácia dos mecanismos legais internacionais e nacionais na luta contra a violência sexual e a impunidade.

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*Texto sob revisão de Lara Madeira