O Banco Central (BC) publicou uma instrução normativa que altera as regras do Pix por aproximação e dá mais autonomia ao usuário para gerenciar suas finanças. A nova norma retira o teto fixado em R$ 500 para essa modalidade e permite que os clientes solicitem o aumento ou a diminuição de seus limites diários diretamente nos canais de atendimento.
Com a mudança, os valores transacionados sem contato passam a entrar no limite geral do Pix, equiparando-se às operações feitas via QR Code ou por chave.
Unificação com o Open Finance
A equiparação de limites também vale para transações iniciadas pela Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance. Essa categoria engloba os pagamentos feitos diretamente por carteiras digitais, como a Google Wallet e o Samsung Pay.
A medida do órgão regulador revoga os dispositivos anteriores sobre o tema e unifica as diretrizes de segurança no país. As instituições financeiras e fintechs terão até o dia 1º de outubro de 2026 para concluir todas as adequações operacionais necessárias nos seus sistemas.
Disputa trava a ferramenta no iPhone
Implementado em fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite pagar compras com o celular da mesma forma que os cartões físicos. Contudo, a funcionalidade ainda não está disponível para usuários de iPhone devido a um impasse de mercado.
A liberação no sistema iOS depende do desfecho de uma investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apura, desde abril de 2025, práticas anticompetitivas da Apple em relação à abertura da tecnologia de aproximação (NFC) do aparelho.
Eficiência e o processamento de pagamentos
Para o comércio varejista, o fim do teto de R$ 500 promete acelerar as vendas de maior valor agregado direto no caixa, mantendo o custo operacional mais baixo do que o das bandeiras de cartão.
Para os bancos, a flexibilização exige um monitoramento mais robusto de segurança. Caberá ao cliente calibrar sua margem de segurança, ajustando o teto geral para reduzir perdas em sinistros de segurança pública.




