Pix por aproximação: BC acaba com limite padrão de R$ 500

Fim do teto de R$ 500 unifica valores com as chaves tradicionais, mas deixa usuários de iPhone de fora por enquanto

Transações financeiras instantâneas exigem atenção redobrada dos correntistas para evitar armadilhas de engenharia social (Foto: Marcello Casal Jr, Agência Brasil)

O Banco Central (BC) publicou uma instrução normativa que altera as regras do Pix por aproximação e dá mais autonomia ao usuário para gerenciar suas finanças. A nova norma retira o teto fixado em R$ 500 para essa modalidade e permite que os clientes solicitem o aumento ou a diminuição de seus limites diários diretamente nos canais de atendimento.

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Com a mudança, os valores transacionados sem contato passam a entrar no limite geral do Pix, equiparando-se às operações feitas via QR Code ou por chave.

Unificação com o Open Finance

A equiparação de limites também vale para transações iniciadas pela Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance. Essa categoria engloba os pagamentos feitos diretamente por carteiras digitais, como a Google Wallet e o Samsung Pay.

A medida do órgão regulador revoga os dispositivos anteriores sobre o tema e unifica as diretrizes de segurança no país. As instituições financeiras e fintechs terão até o dia 1º de outubro de 2026 para concluir todas as adequações operacionais necessárias nos seus sistemas.

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Disputa trava a ferramenta no iPhone

Implementado em fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite pagar compras com o celular da mesma forma que os cartões físicos. Contudo, a funcionalidade ainda não está disponível para usuários de iPhone devido a um impasse de mercado.

A liberação no sistema iOS depende do desfecho de uma investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O órgão apura, desde abril de 2025, práticas anticompetitivas da Apple em relação à abertura da tecnologia de aproximação (NFC) do aparelho.

Eficiência e o processamento de pagamentos

Para o comércio varejista, o fim do teto de R$ 500 promete acelerar as vendas de maior valor agregado direto no caixa, mantendo o custo operacional mais baixo do que o das bandeiras de cartão.

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Para os bancos, a flexibilização exige um monitoramento mais robusto de segurança. Caberá ao cliente calibrar sua margem de segurança, ajustando o teto geral para reduzir perdas em sinistros de segurança pública.