Trump critica Brasil por combate ao PCC e CV e elogia países da América do Sul em relatório enviado ao Congresso dos EUA

Documento norte-americano detalha cobranças contra organizações criminosas e diferentes avaliações sobre políticas de combate ao narcotráfico

Trump não finge ser simpático (Foto: Isac Nóbrega/PR/Flickr Palácio do Planalto)

PCC e Comando Vermelho passaram a integrar a lista de organizações terroristas dos Estados Unidos em 2026. Foto: Isac Nóbrega/PR/Flickr Palácio do Planalto

Trump criticou a atuação do Brasil contra o crime organizado em um relatório divulgado nesta quarta-feira (16/9). O documento foi enviado ao Congresso dos Estados Unidos e também citou outros países, com avaliações diferentes sobre as ações de combate ao tráfico de drogas.

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Trump critica atuação do Brasil contra as facções

O relatório pede que o governo brasileiro adote medidas urgentes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O texto afirma que os dois grupos representam uma ameaça à segurança internacional.

Segundo o documento, as facções ampliaram a atuação no tráfico de cocaína e transformaram o Brasil em uma rota relevante do comércio internacional da droga.

O relatório também afirma que outros governos do continente adotaram medidas consideradas mais firmes contra organizações criminosas. A avaliação coloca o Brasil em uma posição diferente dentro da análise apresentada pelo governo norte-americano.

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A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos ocorreu em 2026. A medida ampliou as ferramentas disponíveis para autoridades norte-americanas contra integrantes e estruturas financeiras ligadas aos grupos.

Quem recebeu elogios no relatório de Trump

Trump citou mudanças políticas recentes em países da América do Sul como oportunidades para ampliar a cooperação com os Estados Unidos.

Venezuela, Bolívia e Colômbia aparecem entre os países mencionados de forma positiva no documento. O texto, porém, também aponta que novas medidas ainda são necessárias nesses locais.

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A avaliação não significa que esses países tenham recebido uma aprovação completa na política antidrogas. O próprio relatório registra problemas e cobra novas ações de governos que aparecem na lista de países produtores ou de trânsito de drogas.

A política de Trump para o combate ao narcotráfico inclui cooperação com governos estrangeiros. Em julho, a Casa Branca anunciou US$ 277 milhões para o programa norte-americano de combate a organizações de tráfico de drogas.

China, México e Canadá também foram criticados

O relatório não direcionou críticas apenas ao Brasil. China, México e Canadá também aparecem entre os países cobrados pelo governo dos Estados Unidos.

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No caso do México, o documento exige medidas contra organizações ligadas ao tráfico de drogas e ao controle de territórios. A China é cobrada por ações relacionadas a substâncias utilizadas na produção ilegal de fentanil.

O Canadá também recebeu cobranças para ampliar o combate a laboratórios clandestinos de drogas. Dessa forma, o relatório apresenta diferentes problemas relacionados ao tráfico internacional.

A relação entre Washington e governos estrangeiros passou a incluir ações mais amplas contra organizações criminosas transnacionais. Em março, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendiam ampliar a cooperação com países parceiros no combate a cartéis e grupos classificados como terroristas.

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O que o relatório diz sobre o Brasil

O documento pede que o governo Lula adote medidas contra o PCC e o CV. A cobrança ocorre após a inclusão das duas facções nas listas de organizações terroristas dos Estados Unidos.

O governo brasileiro mantém uma classificação jurídica diferente para essas organizações. O debate sobre os efeitos da decisão norte-americana chegou ao Senado, que realizou reunião específica para discutir consequências jurídicas, econômicas, diplomáticas e de segurança.

O relatório também relaciona o avanço das facções ao fluxo internacional de cocaína. A avaliação norte-americana coloca o Brasil dentro de uma discussão mais ampla sobre rotas internacionais e crime organizado.

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Assim, o documento combina cobranças a países considerados problemáticos com referências positivas a mudanças políticas em outras nações. A análise mostra como o combate ao tráfico passou a ocupar espaço importante na política externa do governo Trump.

O relatório ainda deverá ser acompanhado por governos e autoridades envolvidos na cooperação internacional contra o tráfico de drogas. Novas medidas podem depender de decisões específicas das autoridades norte-americanas e dos países citados.