Trump criticou a atuação do Brasil contra o crime organizado em um relatório divulgado nesta quarta-feira (16/9). O documento foi enviado ao Congresso dos Estados Unidos e também citou outros países, com avaliações diferentes sobre as ações de combate ao tráfico de drogas.
Trump critica atuação do Brasil contra as facções
O relatório pede que o governo brasileiro adote medidas urgentes contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). O texto afirma que os dois grupos representam uma ameaça à segurança internacional.
Segundo o documento, as facções ampliaram a atuação no tráfico de cocaína e transformaram o Brasil em uma rota relevante do comércio internacional da droga.
O relatório também afirma que outros governos do continente adotaram medidas consideradas mais firmes contra organizações criminosas. A avaliação coloca o Brasil em uma posição diferente dentro da análise apresentada pelo governo norte-americano.
A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos ocorreu em 2026. A medida ampliou as ferramentas disponíveis para autoridades norte-americanas contra integrantes e estruturas financeiras ligadas aos grupos.
Quem recebeu elogios no relatório de Trump
Trump citou mudanças políticas recentes em países da América do Sul como oportunidades para ampliar a cooperação com os Estados Unidos.
Venezuela, Bolívia e Colômbia aparecem entre os países mencionados de forma positiva no documento. O texto, porém, também aponta que novas medidas ainda são necessárias nesses locais.
A avaliação não significa que esses países tenham recebido uma aprovação completa na política antidrogas. O próprio relatório registra problemas e cobra novas ações de governos que aparecem na lista de países produtores ou de trânsito de drogas.
A política de Trump para o combate ao narcotráfico inclui cooperação com governos estrangeiros. Em julho, a Casa Branca anunciou US$ 277 milhões para o programa norte-americano de combate a organizações de tráfico de drogas.
China, México e Canadá também foram criticados
O relatório não direcionou críticas apenas ao Brasil. China, México e Canadá também aparecem entre os países cobrados pelo governo dos Estados Unidos.
No caso do México, o documento exige medidas contra organizações ligadas ao tráfico de drogas e ao controle de territórios. A China é cobrada por ações relacionadas a substâncias utilizadas na produção ilegal de fentanil.
O Canadá também recebeu cobranças para ampliar o combate a laboratórios clandestinos de drogas. Dessa forma, o relatório apresenta diferentes problemas relacionados ao tráfico internacional.
A relação entre Washington e governos estrangeiros passou a incluir ações mais amplas contra organizações criminosas transnacionais. Em março, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendiam ampliar a cooperação com países parceiros no combate a cartéis e grupos classificados como terroristas.
O que o relatório diz sobre o Brasil
O documento pede que o governo Lula adote medidas contra o PCC e o CV. A cobrança ocorre após a inclusão das duas facções nas listas de organizações terroristas dos Estados Unidos.
O governo brasileiro mantém uma classificação jurídica diferente para essas organizações. O debate sobre os efeitos da decisão norte-americana chegou ao Senado, que realizou reunião específica para discutir consequências jurídicas, econômicas, diplomáticas e de segurança.
O relatório também relaciona o avanço das facções ao fluxo internacional de cocaína. A avaliação norte-americana coloca o Brasil dentro de uma discussão mais ampla sobre rotas internacionais e crime organizado.
Assim, o documento combina cobranças a países considerados problemáticos com referências positivas a mudanças políticas em outras nações. A análise mostra como o combate ao tráfico passou a ocupar espaço importante na política externa do governo Trump.
O relatório ainda deverá ser acompanhado por governos e autoridades envolvidos na cooperação internacional contra o tráfico de drogas. Novas medidas podem depender de decisões específicas das autoridades norte-americanas e dos países citados.
