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BAIRROS DE SÃO PAULO

Memória: os 100 anos de história do Bairro do Limão

Situado na região noroeste da Capital, Bairro do Limão é tido como berço do punk, abrigo do samba e tem como um dos principais pontos turísticos o Centro de Tradição Nordestinas

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Fundada em 1933, como capela, a Paróquia Santo Antônio do Limão ajudou no desenvolvimento do bairro no final dos anos 1930 / /Reprodução

O Bairro do Limão completou 100 anos de história no início do mês, no dia 01 de outubro. Situado na região noroeste da Capital, o local era ocupado por sítios e chácaras, em meados do século 19, e passou a ser loteado em 1921, quando as primeiras famílias começaram a chegar ao bairro.

Diz a lenda, que foi neste período, que os antigos moradores encontraram um pé de limão bravo na divisa com a Freguesia do Ó, vindo daí, o nome Bairro do Limão. A popularização da região ocorreu de forma mais intensa durante a década de 1930, no início, mais famílias chegaram à região; e o fim daqueles anos ficou marcado pelo fato do bairro experimentar um desenvolvimento mais profundo.

Paróquia de Santo Antônio do Limão
Foi justamente o surgimento da Paróquia Santo Antônio do Limão que contribuiu para o início do desenvolvimento do bairro.

Fundada como capela, em 1933, a igreja costumava receber muitos fiéis, que se juntaram e encaminharam diversos pedidos à Arquidiocese de São Paulo para a construção de uma paróquia, o que ocorreu no ano de 1939.

Apesar do título, a estrutura física da Paróquia de Santo Antônio do Limão, só ficou pronta entre os anos de 1955 e 1956. No lugar da antiga igrejinha se construiu um cinema, chamado de Cine Ozanan, cuja finalidade era unir a comunidade e ser um ponto de diversão para as famílias do bairro.

Hoje, a Paróquia atrai muitos fiéis, sobretudo no mês de junho, quando é celebrado o dia de Santo Antônio.

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A extinta Rede Manchete chegou ao bairro em 1990, ocupando um prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer - Leonardo Colosso/Folhapress

Empresas
O Bairro do Limão continuou a se desenvolver com o passar dos anos e, no ano de 1976, passou a abrigar a sede do jornal O Estado de S. Paulo, o que resultou em benefícios para o bairro, com a instalação de restaurantes, supermercados e empreendimentos imobiliários.

Anos mais tarde, em 1990, era a vez de a extinta TV Manchete chegar à região. Fundada no Rio de Janeiro, em São Paulo, a Rede Manchete ocupou um prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, localizado próximo à Ponte do Limão. Hoje, o edifício é sede da Editora Escala.

EMEI Nelson Mandela
No ano de 1955 foi inaugurada no bairro a EMEI Nelson Mandela, que atende crianças de quatro a seis anos, e que, a partir dos anos 2000, se tornaria referência de educação pública de qualidade.

Ganhadora de diversos prêmios, tema de reportagens em veículos especializados e recebedora de inúmeras homenagens da Câmara Municipal de São Paulo, a escola enche de orgulho os moradores da região, como a técnica de enfermagem Debora Regina Cardoso, de 37 anos, que mora há 11 anos no bairro e cujos filhos estudaram na Nelson Mandela.

“Escolhemos o Bairro do Limão por ser um bairro próximo de onde nasci, mas com mais serviços públicos, como transporte e centro comercial. Achamos uma rua muito tranquila e arborizada bem próximo a esse centrinho e nos apaixonamos pelo bairro. Depois, conhecemos a EMEI Nelson Mandela, que foca em uma educação antirracista, e é o local que mais gosto no bairro”, conta Debora.

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O Centro de Tradições Nordestinas é um dos principais pontos turísticos do Bairro do Limão - Reprodução/Facebook

Pontos Turísticos
Conhecido como berço do punk, visto que algumas bandas do gênero, como Inocentes e Ratos do Porão, participaram de festivais no bairro, o Limão é famoso por sediar uma das escolas de samba mais famosas de São Paulo, campeã 10 vezes do carnaval paulistano, a Mocidade Alegre.

Outro ponto turístico importante do bairro é o Centro de Tradições Nordestinas (CTN), que foi fundado em 1991, com o objetivo de preservar e valorizar a cultura nordestina. Localizado na Rua Jacofer, 615, o local reúne restaurantes de comidas típicas e costuma trazer shows de forró e artistas consagrados da região Nordeste, sendo que, antes da pandemia, tinha uma média de público mensal de 70 mil pessoas.

 

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