O El Niño oficialmente começou. Mas, afinal, o que isso significa? O fenômeno acontece quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal.
No entanto, esse aquecimento sozinho não basta. Para que o El Niño aconteça, a atmosfera também precisa responder a essa mudança, fazendo com que os ventos alísios enfraqueçam ou se invertam, alterando a circulação atmosférica.
É justamente essa combinação entre oceano e atmosfera que define esse fenômeno. Os impactos são globais.
O El Niño altera padrões de chuva, temperatura, ventos e transporte de umidade, afetando desde a agricultura até a geração de energia, o abastecimento de água e a saúde pública.
No Brasil, os efeitos variam conforme a região. Norte e Nordeste podem enfrentar calor intenso e seca prolongada, aumentando o risco de incêndios. Sul e Sudeste tendem a registrar chuvas acima da média, favorecendo enchentes e deslizamentos.
No Centro-Oeste, a irregularidade das chuvas pode comprometer as safras e a produção agropecuária, afetando diretamente o preço dos alimentos. Essas mudanças também afetam a biodiversidade e a saúde.
Temperaturas mais altas favorecem a proliferação de mosquitos e podem aumentar populações de animais peçonhentos, como escorpiões. Aliás, as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 tiveram relação com o El Niño daquele período. Isso significa que a história vai se repetir? Não necessariamente.
Cada evento possui características próprias e a meteorologia trabalha com probabilidades, não com certezas absolutas. Ainda assim, diversos órgãos, como INPE, INMET, CEMADEN e NOAA, alertam para o risco de novos eventos extremos.
Prevenção sempre custa menos do que reconstrução. E, em momentos como este, informação confiável vale mais do que qualquer mensagem encaminhada no Whatsapp. Fiquem atentos às fake news!
