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NO MINISTÉRIO PÚBLICO

Boulos pede investigação contra Nunes por empresas ligadas ao crime organizado

Pré-candidato do PSOL diz ao Ministério Público que atual gestão municipal se mostrou impotente 'para fazer frente a essa situação degradante'; entenda

Bruno Hoffmann

Publicado em 19/04/2024 às 10:40

Atualizado em 19/04/2024 às 12:16

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Guilherme Boulos é deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo / Leandro Paiva/Divulgação

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, acionou nesta quinta-feira o Ministério Público (MP) para que a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) seja investigada pela contratação de empresas de ônibus com supostas ligações com o crime organizado.

No pedido, Boulos diz que a atual administração se mostra impotente “para fazer frente a essa situação degradante”, e questiona “a absoluta inexistência de salvaguardas para prevenir a penetração de organizações criminosas em contratos de concessão pública na cidade”.

O parlamentar também afirma que que a legislação atual dispõe de “instrumentos básicos para melhor controlar a idoneidade das empresas que mantêm vínculos contratuais com a Prefeitura e com as suas empresas públicas".

O que aconteceu

Na semana passada, uma operação do Gaeco, da Polícia Civil, prendeu dirigentes das empresas de ônibus Transwolff e UPBus, que operam na capital paulista, por suspeita de envolvimento com uma facção criminosa que age na cidade.  Eles também são acusados de lavagem de dinheiro.

À imprensa, Nunes disse que romperia os contratos com empresas de ônibus que atuam na Capital caso fique comprovada a ligação as empresas com a facção criminosa. 

Em uma outra entrevista, o emedebista afirmou que "não é papel da prefeitura" investigar as empresas prestadoras de serviço público.

Um dos promotores responsáveis pela operação, Lincoln Gakiya, acusou a gestão Nunes de omissão, afirmando que uma "pesquisa rápida no Google esclareceria que alguns deles eram criminosos".

O prefeito rebateu a fala do promotor. "Não se faz licitação dando um Google. O que define são os entendimentos do edital, que seguem a legislação”, afirmou.

O emedebista também decidiu tirar a Transwolff da operação do Aquático SP, o transporte hidroviária que vai passar a operar na represaa Billings.

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