A pandemia do novo coronavírus vem causando estragos não somente na área da saúde, mas na economia mundo afora. Aqui no Brasil, o número de desempregados cresceu em todas as regiões do país e muitas pessoas, mesmo empregadas, estão com seus salários reduzidos ou não estão tendo renda, pois não podem sair de suas casas. O poder de compra dos brasileiros despencou e pagar contas ou até mesmo colocar comida na mesa se tornou uma dura missão para muitas famílias.
Como deputado estadual, pensei em maneiras de aliviar um pouco os impactos desta recessão na vida da população de São Paulo. Desde o início de abril venho articulando propostas para que as empresas também façam a sua parte e não aumentem o valor de seus serviços, prejudicando ainda mais o povo.
Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, protocolei um projeto para que seja proibido o reajuste nos valores das tarifas das contas essenciais domiciliares, como energia elétrica, água, gás e telecomunicações. Também propus o impedimento no reajuste para o ano de 2021 de impostos estaduais como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação.
Fiz uma solicitação para que a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) adiasse o aumento no valor dos pedágios estaduais e para que a DERSA fizesse o mesmo com as tarifas das travessias de balsas na Baixada Santista. Ambos órgãos realizam reajustes anuais em 1º de julho.
Na semana passada, saímos vitoriosos. A Artesp prorrogou em quatro meses o aumento, passando para o dia 1º de novembro. Nossa luta agora é para que os preços não sejam apenas mantidos, mas reduzidos, pois as concessionárias cobram valores altíssimos, que não condizem com a condição financeira dos brasileiros e a qualidade do serviço prestado.
Trabalhamos também para reduzir os danos da recessão aos motoristas do transporte escolar. Fizemos uma indicação ao governador para que fosse suspensa a obrigatoriedade da inspeção veicular enquanto perdurar o estado de calamidade pública reconhecido no Estado de São Paulo. É um valor que pode fazer diferença para estes profissionais, que estão entre os setores que não têm como sair para trabalhar.
As empresas precisam ser cobradas para que ofereçam um serviço de qualidade e não somente aumentem cada vez mais o valor cobrado, sem considerar a realidade econômica do país. Não faz sentido tirar ainda mais dinheiro dos cidadãos que já passam por dificuldades para o sustento de suas famílias. E isso deve valer para além do período de pandemia.
Por isso, como membro da Comissão de Transportes da Alesp, ainda no ano passado, elaborei projetos como o que proíbe concessionárias que tenham obras atrasadas de aumentar as tarifas e o que assegura que pessoas que errarem suas rotas e passarem por pedágios das rodovias estaduais paulistas não terão que realizar outro pagamento, desde que retornem dentro do prazo de 20 minutos e a praça possua cobrança bidirecional.
Estamos do lado da população nesta batalha e vamos cobrar serviços de qualidade a preços justos.
*Tenente Coimbra é natural de Santos/SP. Foi eleito deputado estadual com 24.109 votos pelo PSL
