Quando a tecla verde é acionada e o aviso sonoro reverbera pela sala, o eleitor conclui sua participação, mas o equipamento inicia uma sequência de operações internas em milissegundos.
O sistema operacional processa rotinas desenvolvidas para gravar os dados, blindar o sigilo da escolha e inviabilizar qualquer tentativa de identificação do voto, operando de forma autônoma nas seções eleitorais de todo o País.
Como a urna eletrônica impede que o mesário saiba a escolha feita na cabine
A privacidade do voto é assegurada por uma divisão lógica entre dois módulos. Na mesa receptora, os mesários realizam a conferência de identificação do cidadão antes de autorizar a votação na cabine.
Ao liberar o acesso, o terminal envia unicamente um comando para destravar o teclado, sem transferir nome ou número de documento. A máquina registra o comparecimento, mas não associa o perfil do eleitor ao número digitado.
Para impedir que a ordem de chegada na fila sirva para deduzir escolhas políticas, o sistema adota o Registro Digital do Voto. As escolhas são gravadas em posições aleatórias dentro de uma tabela interna.
Dessa forma, mesmo com acesso à lista sequencial do caderno de votação, torna-se inviável relacionar a ordem dos votantes aos arquivos digitais gerados pelo equipamento.
Assinatura digital exclusiva e gravação espelhada na memória de resultado
Assim que o voto é computado na tabela desordenada, o arquivo recebe camadas de criptografia desenvolvidas pelos técnicos eleitorais, acompanhadas de uma assinatura digital exclusiva daquele aparelho físico.
Qualquer tentativa de alteração externa invalida a autenticidade do documento digital. Para evitar perda de dados por falhas elétricas, os registros são salvos simultaneamente no armazenamento interno e na Memória de Resultado.
Se o equipamento apresentar algum defeito no decorrer do dia, os mesários realizam a substituição pela urna reserva e transferem a memória externa, preservando todos os votos já registrados sem reiniciar a seção.
Isolamento total da rede externa e checagem pública no boletim de urna
A estrutura física do equipamento foi projetada sem componentes como Wi-Fi ou Bluetooth, garantindo o isolamento total de conexões com a internet.
No painel, o sistema impõe uma pausa de um segundo após a digitação dos números para que o eleitor confira a imagem na tela. Em caso de inconsistência visual ou dúvidas sobre a exibição de concorrentes com dados semelhantes, o processo pode ser interrompido na hora.
Da mesma forma, compreender as funções do teclado para corrigir a digitação antes da confirmação final evita equívocos no momento do registro.
A fiscalização começa no início da manhã com a emissão da Zerésima, relatório que comprova a ausência de votos anteriores. No encerramento dos trabalhos, a máquina imprime o Boletim de Urna.
O documento em papel traz a contagem da seção e tem uma via afixada no próprio local para consulta pública, antes do envio dos arquivos criptografados para a totalização central.







