Após a Prefeitura de São Paulo negar que o reembolso de até R$ 22 mil para procuradores do município adquirirem itens eletrônicos seja “luxo”, o deputado estadual Léo Siqueira (Novo) voltou a dizer que o benefício é “imoral e completamente descabido”.
Ele já havia procurado a Justiça contra o “Vale iPhone”, como a medida foi apelidada.
“Utilizar esses valores para custear celulares de luxo não encontra respaldo no interesse público”, defendeu o parlamentar do Novo.
O benefício permite que procuradores peçam reembolso para até 21 tipos de eletrônico, desde que se mantenham no cargo por dois anos. Neste momento, a remuneração mensal mais baixa de um procurador paulistano é de R$ 44 mil.
A gestão municipal justificou que os valores não têm origem no orçamento público, mas no fundo de honorários de sucumbência, verba de natureza privada dos procuradores.
