O governo Lula chega próximo aos 100 dias. Em março, temos o fim do verão, a estação mais esperada pelos brasileiros, e também cerra as portas do namoro do eleitor com os governantes escolhidos.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, enfrenta seu primeiro embate, com a greve dos metroviários. “… É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto…”, como na bela música de Tom Jobim, há sempre um prego no caminho da vida pública.
Lula (PT) enfrenta os juros aplicados pelo Banco Central, que diante das adversidades mundiais mantém a taxa atual. “…É a lenha, é o dia, é o fim da picada…”.
Bolsonaro anuncia sua volta, via presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, que frequentou o presídio de Bangu, no Rio de Janeiro.
Falando em presidiários, o Primeiro Comando da Capital (PCC), quase uma instituição nacional, realizou supostas ameaças a um ex-juiz, hoje Senador, que nada ou pouco realizou no combate ao crime organizado, mas acabou criando um factoide, e voltou aos holofotes.“… É o mistério profundo, é o queira ou não queira…”.
Nosso Tom nunca foi tão sábio, parece inerte no tempo. Com imensa vontade de criar certa animosidade, entre China e Estados Unidos, Lula ensaia uma visita aos chineses. Lembra Getúlio Vargas que negociou com Hitler e Roosevelt, nesse leilão os americanos venceram. Lula pretende fazer o mesmo, e pelo jeito o Brasil está em leilão, “… é uma cobra, é um pau, é João, é José…”.
A quebradeira dos bancos nos Estados Unidos e na Europa assustam, a Bolsa de Valores de São Paulo despenca diante da alta de juros e incertezas.
Torço para que as águas de março venham para lavar a alma do brasileiro, que sem muita esperança, caminha com uma política nacional sem rumo, “…são as águas de março fechando o verão, e a promessa de vida no teu coração”. Obrigado Tom.
