Embora vários indicadores apostem no crescimento da economia, outros comprometem a tranquilidade do brasileiro em pleno período eleitoral. Uma pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Sistema de Proteção ao Crédito (SPC-Brasil), aponta que de cada 10 brasileiros, 04 estão com seu nome negativado, isso no mês de setembro de 2022.
Trata-se de número que bate o recorde de 2014, em que a situação do país não estava bem e com fortes números depreciativos em nossa economia.
Os especialistas esclarecem os números, afirmando que os maiores devedores, em dados relativos, estão entre os mais jovens e os mais idosos. Hipóteses podem ser levantadas, tais como as pessoas com maior idade já se encontram na condição de aposentados e com os valores pagos pelo Sistema Público, não estão conseguindo cumprir com sua obrigações.
No campo dos jovens a falta de emprego ou qualificação profissional para melhores salários, o que proporciona a atmosfera de não pagamento.
No topo da pirâmide, com maior número absoluto, estão entre 26 e 40 anos, mais de 22 milhões com o nome sujo. No caso, esses últimos são os mais preocupantes, pois em tese estão na faixa da grande massa apta para o trabalho, ou seja, possuem salários ou rendas e não conseguem pagar as contas ou estão desempregados e não há cenário favorável para os pagamentos.
Nos debates, tanto os presidenciais, como nos governos dos estados, a pauta está mais discutir se o banheiros são de uso coletivo, familiar ou individual, quem é mais corrupto ou quem auxilia a própria família com as benesses palacianas. Longe do discurso ideológico está essa grande massa de inadimplentes que deseja soluções para a economia e limpar seus nomes, que venham propostas palatáveis e não discursos evasivos, sem solução prática. Quem é credor quer receber, que é devedor quer pagar.
