O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já busca uma alteração na Constituição com o objetivo de quebrar o teto de gastos e manter os recursos do bolsa Brasil fora dos limitadores orçamentários. Soma-se a uma “criação” de valores quase que fictícios para que o primeiro trimestre de seu governo seja vultoso de realizações.
Nesta esteira e com necessidade de acomodar as diversas variantes de apoio, busca alterar a Lei de Estatais que tem como escopo a regulação das várias empresas públicas federais, dentre elas a Petrobras e o BNDES, sendo que, Aluízio Mercadante (PT) deseja presidir a segunda.
Sem posse, somente diplomado, Lula dá as cartas em Brasília e seus mensageiros circulam livres pelo Congresso, mas sem qualquer diálogo com o atual presidente Jair Bolsonaro (PL), que está distante desse barulho. O Capitão continua recluso e com poucas aparições.
Esses fatos são importantes pois mostram que Lula está queimando a largada com dois atos totalmente contrários aos padrões esperados, pois afetam o rigor fiscal e a probidade dos ocupantes dos altos escalões.
Na verdade, o petista imagina que viveremos um “déjà vu”, mas 2023 é diferente de 2003. Naquele período a moeda era forte e com o planeta em pleno vapor, impulsionado pelo mercado chinês com PIB de dois dígitos.
Hoje estamos da defensiva e com poucos zagueiros, levando uma goleada da pandemia, da guerra e da crise de abastecimento. Cenários adversos para tanta gastança. O mercado não está gostando, a Bolsa de Valores caminha “de lado” e dólar acima dos cinco reais.
Hoje o mundo está mais cruel, e Lula deve apropriar-se dessa nova realidade. Em tempos de copa, a retranca pode ser uma boa estratégia, e somente jogar no contra-ataque pode dar certo. Lula, pelo jeito não pensa assim, quer fazer gol imediatamente.
