A coluna de hoje retrata, fielmente, a história contada por uma mãe: Luciane P.Torres.
No dia 30 de agosto de 2009, um simples gesto de amor mudou para sempre a vida de Luciene e de toda sua família.
Naquela manhã de domingo, sua filha Luciane, então com 9 anos – uma menina cheia de sonhos, encantada com a chegada do primeiro sobrinho – acordou antes de todos para buscar pão na padaria perto de casa. Foi a última vez que Luciene viu o sorriso da filha, antes que o silêncio tomasse conta de tudo.
O que parecia uma ida rápida à padaria se tornou o início de uma dor que há mais de quinze anos não conhece trégua.
Testemunhas disseram ter visto um homem em uma bicicleta levando a menina embora. Houve buscas, houve esperança, houve promessas de justiça que nunca se concretizaram. O inquérito seguiu caminhos confusos, informações se perderam, suspeitos foram presos e soltos. E Luciene? Luciene nunca parou.
Mas o que mais atormenta essa mãe é saber que durante o sequestro, Luciane foi vista por várias pessoas, chorando, o homem que estava com ela dizia que a estava levando para casa e ela respondia que ele não era o pai dela, mas ninguém fez nada…o pesadelo dessa mãe é imaginar o quanto a filha chamou por ela, que nada pode fazer.
Com tudo isso, Luciene transformou sua dor em força. Deixou o emprego para dedicar cada minuto à luta por sua filha — e por tantas outras mães que enfrentam o mesmo pesadelo da ausência.
Nasceu assim a ONG Mães Virtuosas do Brasil, um espaço de amparo, escuta, acolhimento e esperança para quem teve um pedaço da vida arrancado sem explicação. Onde o Estado falha, elas se unem, se abraçam e seguem procurando respostas.
Dezesseis anos sem notícias. Dezesseis anos de saudade que não se mede. Dezesseis anos de uma mãe que ainda acorda todos os dias perguntando: onde está minha filha?
E você pode ajudar.
Compartilhe, espalhe este apelo, dê voz a quem não pode mais gritar. Cada rosto lembrado é uma porta que se abre.
Cada pessoa alcançada pode ser uma pista. Nenhuma ausência merece o esquecimento.
