Flávio Bolsonaro diz que não será candidato à reeleição, se eleito

Isso é pauta antiga de Tribunais regionais e de muita gente poderosa no TSE

Para quem tinha dúvidas no círculo do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) de que Sergio Moro (União) não vestiria a camisa do clã nessa eleição, eis a prova ontem, no Instagram do senador pré-candidato ao Governo do Paraná. Foto: Tania Rego/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro / Tania Rego/Agência Brasil

O fim da reeleição?

O fim da reeleição – tão falando por outros presidentes e nada confirmado – entrou na pauta de campanha. Flávio Bolsonaro (PL) falou abertamente que, se eleito, não será candidato novamente.

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Lula da Silva (PT) já trata do assunto, mas nunca em seus mandatos. Fato é que há tratativas (sem muito esforço) de bancadas suprapartidárias para colocar uma PEC em pauta a partir do ano que vem, seja quem for o presidente, para uma minirreforma eleitoral: aumentar o mandato de quatro para seis anos – inclusive para quem já está no cargo – e conciliar a eleição presidencial com as municipais.

Isso é pauta antiga de Tribunais regionais e de muita gente poderosa no TSE, por se tratar de uma economia significativa na logística e em custos totais. E alivia o País de debater eleição a cada dois anos.

Milícia também

Em sua propaganda eleitoral no rádio e TV, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) incluiu há dias a palavra milícia quando cita o combate a crime organizado. Antes citava apenas narcotraficantes do PCC e CV, as conhecidas facções que se expandiram nacionalmente. Fato é que a milícia também não é só mais um problema do Rio. Ele se blinda, a tempo, de eventuais críticas de que possa estar protegendo milicianos.

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Asas do Poder

O senador Cleitinho (Rep), candidato que lidera as pesquisas de Minas, adotou nas últimas semanas a estratégia de não ir a debates e sabatinas. O que não combina nada com seu estilo estridente tão usual nas redes sociais. Ele reclama tanto dos buracos das estradas que tem feito campanha (e vindo a Brasília) nas asas de um avião (PP-ISI) de Advaldo José de Oliveira, que tem bons contratos com a prefeitura de Patos de Minas.

TV Justiça

Quem procurou ontem o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, até para assuntos urgentes, encontrou telefone desligado e gabinete vazio. Ele ficou incomunicável durante todo o dia, segundo contam contatos no Congresso.

Resumo da Corte

Ontem foi dia de tiroteio verbal entre ministros: Edson Fachin como o velhinho perdido na praça no meio do bang-bang; Flávio Dino como bobo da Corte e Gilmar Mendes como Enrolador Geral da República tentaram derrubar a sessão com pavonices. Alexandre de Moraes com sangue nos olhos; e Luiz Fux dando aula de juridiquês.

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Gleisi e Paulo

Sobre os R$ 50 mil doados a ela própria na conta de campanha ao Senado, a assessoria da candidata Gleisi Hoffmann (PT-PR) informa que “Não houve devolução de valores ao Sr. Paulo Bernardo Silva. A doação realizada por Paulo Bernardo ingressou na conta de campanha por transferência eletrônica bancária, devidamente identificada, e está regularmente registrada na prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral”.