Institutos de pesquisa não divulgam dados detalhados de forma imediata

Questionada se poderia enviar à Coluna a lista de cidades visitadas, a assessoria da Quaest informou que estes dados só poderão ser demandados junto ao TSE

Urna eletrônica (Foto_ terão seis cargos_Jose Cruz_Agência Brasil)

Eleição presidencial será realizada neste domingo (25/10) / Jose Cruz/Agência Brasil

Dados sem mapa

Desde o 1º turno, os maiores institutos de pesquisa do Brasil não divulgam de imediato no site do Tribunal Superior Eleitoral o detalhamento das sondagens por municípios/Estados onde são feitas as entrevistas – e também não disponibilizam a lista de cidades onde pesquisadores coletaram dados.

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Uma informação fundamental para entender perfis de eleitores, regiões abordadas e compreender números como a pesquisa Quaest de ontem, na qual Flávio Bolsonaro (PL) tem apenas um ponto percentual de vantagem sobre o presidente Lula da Silva. Ao contrário das eleições passadas, quando esta informação era publicizada no TSE tão logo a pesquisa era divulgada na mídia. A da Quaest, de ontem, apareceu no link do Tribunal com este aviso: “Pesquisa não possui arquivo de bairros/municípios” – a exemplo de outras dezenas de outros institutos.

Questionada se poderia enviar à Coluna a lista de cidades visitadas, a assessoria da Quaest informou que estes dados só poderão ser demandados junto ao TSE, e emendou apontando o tribunal como dificultador: “No segundo turno, o TSE implementou mudanças no sistema, passando a exigir a complementação de diversas informações e alterando tanto os prazos quanto a forma de disponibilização desses dados ao público.

Como essas definições são de responsabilidade do próprio Tribunal, não temos como antecipar quando as informações estarão disponíveis”.

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Saldo à mesa

Uma ala poderosa do staff eleitoral do PT, que faz a ponte com o mercado, enviou sinais de paz para fundos de investidores estrangeiros e pretende reunir o presidente Lula da Silva com investidores e grandes empresários, novamente, em São Paulo ou Brasília até sábado. A intenção é tranquilizar o mercado sobre as contas públicas num eventual 4º mandato do petista, a despeito dos bilhões de reais a mais de gastos previstos para 2027.

3 na fila

Caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no domingo, Ronaldo Caiado será nomeado ministro da Justiça, e o coronel da PM-SP Guilherme Derrite será o ministro da Segurança Pública. Um acordo que passa também para promover a senador o 1º

suplente de Derrite, eleito dia 4: o advogado Vicente Santini (Rep), ex-assessor especial do governo de São Paulo e da Casa Civil do Governo Jair Bolsonaro.

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Verdinha$

Há um barril de pólvora cheio e aterrado nas terras do Cerrado do Planalto Central, prestes a ser descoberto: como a Terracap, estatal do Governo do DF, tem sido uma mãe generosa em lotes verdinhos para empreiteiros e redes de atacadões.

Bug.gov

Lançado com pompas pelo Governo há anos, o aplicativo e-gov é um pacote de problemas online. Há um mês o Ministério da Gestão e Inovação bate-cabeça e não consegue resolver um bug que deixa indisponível para milhões de brasileiros o serviço de assinatura digital acessado pelo smartphone. E eles sabem tudo da sua vida.

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PUC-Rio & Nobel

Pesquisa desenvolvida na PUC-Rio tem conexão com os estudos que levaram Francis Halzen ao Nobel de Física de 2026. Professor da universidade, Arman Esmaili publicou dois artigos com o cientista a partir de dados do IceCube, observatório instalado no Polo Sul para detectar neutrinos de altíssimas energias. Esmaili apresentará o projeto para desvendar fenômenos cósmicos hoje na sede da PUC-Rio, às 17h.