Brasil faz jogo digno de mata-mata: sofre no 1º tempo e mata no segundo

Jogo eliminatório é necessário saber sofrer quando se está mal e ser letal nos momentos bons. Assim foi o Brasil de Ancelotti contra o Japão

Gabriel Martinelli pela Seleção Brasileira

Canarinho empilhou ataques e pressão, sendo recompensada nos acréscimos por um gol de um herói improvável, mas simbólico: Gabriel Martinelli/Rafael Ribeiro/CBF

Jogo eliminatório é necessário saber sofrer quando se está mal e ser letal nos momentos bons. Assim foi o Brasil de Ancelotti contra o Japão.

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Após um primeiro tempo muito ruim e quase irreconhecível da Seleção Brasileira, a equipe precisava mudar da água para o vinho e se revitalizar na partida, e assim fez. Com um segundo tempo quase perfeito, a Canarinho empilhou ataques e pressão, sendo recompensada nos acréscimos por um gol de um herói improvável, mas simbólico: Gabriel Martinelli.

Quando colocou a bola no chão e tranquilizou a partida, o Brasil sobrou. Afinal, tirando França, Argentina e Espanha, o Brasil não deve nada para ninguém.

Herois do Brasil

Ao ser anunciada a convocação, o camisa 22 da Seleção e 11 do Arsenal foi um dos nomes criticados por alguns, que afirmavam que o ponta não teria grande “utilidade” no elenco. Se alguém pensava isso, foi silenciado.

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Jogando surpreendentemente mais centralizado, Martinelli fez o Vini ter mais liberdade e recebeu um presente de Bruno Guimarães, o jogador mais constante do Brasil nesta Copa, ao lado de Vini Jr. Já são quatro assistências para o volante do Newcastle-ING.

Além disso, Ancelotti gosta de quem tem disciplina tática e contribui na marcação, característica que determinou a convocação do jogador do Arsenal. Falando no time inglês, outro jogador merece uma salva de palmas: Gabriel Magalhães, o xerife da Seleção.

Responsável por armar as jogadas na segunda etapa, o zagueiro brasileiro acertou um cruzamento de almanaque para Casemiro no primeiro gol do Brasil, além de acalmar a equipe e ditar o ritmo necessário.

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Vini Jr. quase fez o gol mais bonito da Copa e mostrou que, se soltar a bola nele, alguma jogada interessante deve sair.

O que melhorar

Danilo, vilão do gol japonês, fica marcado como o vilão brasileiro. Casemiro poderia ser outro vilão, mas se tornou o símbolo do que foi a Seleção: mal no primeiro, bem no segundo. Fica a crítica à lentidão, erros de passes simples e o cartão amarelo desnecessários.

Rayan precisa de mais confiança, Endrick mostrou vontade e que acredita no Ancelotti, Matheus Cunha pecou pelo companheirismo e se posicionou pouco como atacante e mais como um criador, embora não tivesse para quem criar. Ajustes serão necessários, mas o mais importante era classificar.

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Classificação atingida e comemoração liberada

A melhor seleção japonesa da história acaba eliminada ainda nos 16 avos e merecia mais, mas cruzou contra o Brasil que se mostrou muito valente e com um mental elogiável.

A camisa pesou e a estrela brilhou. Após sofrer no 1º tempo, o Brasil matou na segunda etapa. Copa do Mundo é assim: vence quem mata primeiro. Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, parabéns, a classificação ficou principalmente na conta de vocês.