Jovens negros concentram maioria das mortes em ações policiais em SP; estudo revela quem mais sofre com a letalidade

Estudo revela que pessoas negras e jovens de até 29 anos concentram a maioria das mortes em ações policiais registradas em SP

Policiais militares em formação durante cerimônia da Polícia Militar de São Paulo

Jovens negros concentram mortes por policiais em SP / Divulgação/Governo de São Paulo

São Paulo registrou 834 mortes decorrentes de intervenção policial em 2025, o maior número desde o início da série histórica da Rede de Observatórios da Segurança, iniciada em 2019.

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O estudo, divulgado nesta terça-feira (1º/7), mostra que a violência atingiu principalmente jovens negros: pessoas negras representaram 64,6% das vítimas, enquanto 382 mortos tinham até 29 anos de idade.

Os dados revelam um descompasso entre a evolução dos indicadores criminais e a letalidade policial.

Segundo o levantamento, o número de mortes provocadas por agentes de segurança cresceu 2,7% em relação ao ano anterior, apesar da redução de crimes como roubos, furtos e latrocínios registrada no estado.

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Para os pesquisadores, o perfil das vítimas permanece praticamente inalterado ao longo dos anos.

A análise aponta que a letalidade continua concentrada sobre a juventude negra das periferias e sustenta que o aumento das mortes reflete escolhas na política de segurança pública.

Juventude concentra quase metade das vítimas em SP

A faixa entre 18 e 29 anos concentrou 348 mortes em 2025. Outros 34 adolescentes, entre 12 e 17 anos, também morreram em intervenções policiais. Juntos, esses grupos representam quase metade das vítimas registradas no estado.

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No recorte racial, o estudo aponta que pessoas negras correspondem a 40,9% da população paulista, mas somaram 64,6% dos mortos em ações policiais. Foram 499 vítimas negras no ano passado.