Na última Copa do Mundo da carreira, aos 39 anos, Lionel Messi faz a sua melhor edição do torneio, em seis disputadas. Já são oito gols e quatro assistências em apenas sete jogos disputados pelo ET argentino.
Se a torcida e o elenco argentino se uniram “pela última de Leo”, como cantam a todos pulmões, Lionel Messi responde em campo, pulsando junto a cada toque na bola. E no recital do camisa 10, todos participam. Se não fez gols, fez dois passes exatamente onde deveria para que a Argentina empatasse e virasse o jogo.
A união pelo Messi é surreal, talvez jamais vista no futebol. Todo ataque passa pelos pés do argentino, e todos os jogadores o procurem, como se fosse automático, como um segurança do time. E dói para um brasileiro, único cinco vezes campeão do mundo, ver que o time que mais corre, pulsa e vibra é exatamente o maior rival.
Para quem não viu o Brasil vencer uma Copa, nascidos nos anos 2000 e que eram muito jovens ou sequer eram nascidos no pentacampeonato de 2002, ainda é possível afirmar: “na minha vez, o Pelé é argentino”.
Se a Copa do Mundo parecia odiar Lionel Messi, o craque buscou com todas as suas forças e fez dela a sua casa. São agora três classificações para a final, sendo as três como o grande protagonista da competição, candidato a vencer sua terceira Bola de Ouro de melhor jogador de Copas.
Como já dito aqui algumas vezes, Messi é inigualável, indescritível e imparável. A longevidade presenteia um jogador que nunca soube perder e que ameaçou desistir, mas fez seu amor pelo país e esporte falar mais alto. Ironicamente, na última Copa que vai disputar, terá na final o novo camisa 10 do Barcelona: Lamine Yamal, com 18 anos, em seu primeiro Mundial. O presente contra o futuro.
Seja ele argentino e você brasileiro, seja você fã e apoiador de Cristiano Ronaldo, não importa. Inclusive, está totalmente liberado torcer contra e secar o rival. Contudo, se gosta e assiste futebol, é necessário aplaudir o maior do esporte pós-Pelé, ganhe ele a final deste domingo ou não.
