Parabéns, CBF! Com maior vexame desde o 7 a 1, a porrada foi da seleção no torcedor

O 'porrada neles' virou 'vexame nosso' com um time apático e vexatório que parecia juvenil contra a ótima Argentina

Com atuação vexatória, Brasil sofre vexame contra a Argentina e perde por 4 a 1

Com atuação vexatória, Brasil sofre vexame contra a Argentina e perde por 4 a 1 | Rafael Ribeiro/CBF

São tantos erros que fica difícil pontuar todos. Mais uma vez, a seleção brasileira de futebol, que deveria ser a camisa mais pesada do mundo, virou motivo de piada. O maior vexame desde o 7 a 1 foi registrado no Estádio Monumental, para a maior rival Argentina: derrota por 4 a 1. E deveria ter sido mais.

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Mas o que importa a derrota, não é mesmo? O importante é que o senhor Ednaldo Rodrigues foi reeleito com 100% de apoio e ficará mais anos no comando. Bem, ao menos para ele, parece ser apenas isso que realmente importa.

Os clubes também parecem satisfeitos, uma vez que apoiaram a reeleição e barraram qualquer chance de mudança. E o sistema de 4-2-4 que não deu certo em time nenhum, para a surpresa de todos, também deu errado no Brasil.

Os técnicos do vexame

Ednaldo não conseguiu encontrar, em três anos, um treinador para tocar o projeto rumo à Copa de 2026. Primeiro, afirmou que o técnico seria Carlo Ancelotti, mas, aparentemente, esqueceu de avisar o técnico deste fato, pois ele nunca pareceu perto de realmente vir.

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Ramon Menezes fez um trabalho terrível, Fernando Diniz assumiu interinamente e foi fiasco. Dorival assumiu, à época com méritos, deu sinais de evolução, mas que já evaporaram.

Mas, se a culpa é sempre do comandante, em vez de culparem o comandante do time, Dorival, deveriam culpar o comandante da confederação: Ednaldo Rodrigues.

Porrada neles?

Não bastasse o Brasil não estar jogando bola há anos, não vencer nem Copa América e estar sofrendo para ganhar de seleções inferiores, o ídolo e campeão mundial de 1994, Romário, achou uma brilhante ideia colocar lenha na fogueira contra a atual melhor seleção do mundo.

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Usou Raphinha, o melhor do mundo até aqui, como cúmplice, sem que o atleta percebesse, e perguntou se, no clássico Brasil e Argentina, haveria “porrada”, se fosse necessário. Raphinha, vendo o seu maior ídolo na sua frente, concordou e respondeu o que o Baixinho gostaria de ouvir.

Romário foi gênio como jogador e se mostra gênio como entrevistador, mas, neste caso, apenas para benefício próprio. Conseguiu engajamento e audiência, mas prejudicou ainda mais um cenário que já era negativo.

O péssimo rendimento

Jogo no Monumental, onde o Brasil não costuma se dar bem, contra a Argentina, atual campeã mundial, líder isolada das Eliminatórias, e, por mais que doa aceitarmos, deu a lógica.

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Bento, goleiro escalado para o clássico, teve a audácia de dizer após o jogo que a Argentina teve “sorte” em algumas partes do jogo. Pois a sorte, na realidade, foi do Brasil. Os quatro gols foram poucos, ficou barato. Caso não tirassem o pé, teria sido muito mais.

E diferente do “1” do sete a um, que ainda foi uma jogada criada pelo Brasil contra os alemães, o “1” do quatro a um foi dado de presente. Foi a única finalização relevante da seleção brasileira em todo o jogo, e foi entregue.

Bento foi mal e inseguro. Murillo, estreante, estava totalmente nervoso e parecia um jogador de categoria de base. Guilherme Arana, que não joga em seu auge já há alguns meses e nunca fez um jogo brilhante pela seleção, errou tudo, ajudando muito nos gols sofridos.

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Marquinhos, dá margem para pensarmos que foi graças ao Thiago Silva ao seu lado que ele tenha parecido o grande zagueiro pintado. Pois desde então, só entregou atuações fracas. E como capitão, não brigou, não ajustou, apenas se omitiu. Poderia tranquilamente perder o posto de titular.

Joelinton voltou a jogar mal, André ainda não justificou toda aquela badalação que surgiu em sua volta em 2023. Wesley, jovem lateral, foi o menos culpado e ainda tentou algo.

Já no setor de ataque… Raphinha não deu porrada nem jogou bem, mas ainda foi o menos pior das estrelas. Vini teve um jogo do nível que costuma ter pela seleção: abaixo, infelizmente, longe de ser o craque que é no Real Madrid. Rodrygo, apagado, foi sacado no intervalo.

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Matheus Cunha se aproveitou da entregada para fazer o gol que deu falsas esperanças. 

Dos que saíram do banco, os menos culpados por tudo. Léo Ortiz ainda apresentou uma leve melhora na zaga, Endrick foi mal e não conseguiu incomodar, João Gomes ficou sumido. Savinho e Éderson não merecem críticas, pois entraram depois do estrago já feito.

O pior? Venceu o melhor time. Hoje, a Argentina é muito superior ao Brasil, e não chega a ser pouco. Venceram, convenceram, dominaram, e tudo isso dentro de campo, sem apelar para polêmicas ou faltas.

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No pós-jogo, um vídeo em silêncio com os gols ilustram bem o que a Canarinho se tornou: a seleção que muita fala e pouco faz.

O desempenho de Dorival

A passagem de Dorival até aqui, é inegavelmente decepcionante. O sistema utilizado pelo Brasil é um 4-2-4 (mesmo que tentem negar em coletivas da comissão). Seja no Palmeiras ou Flamengo, no Barcelona ou Real Madrid, esta formação nunca deu certo em lugar algum.

O meio-campo acaba com dois jogadores, enfraquecido, e com quatro jogadores no ataque bem marcados, o time fica frágil e vira presa fácil.

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Alguns casos recentes mostram isso. Corinthians precisou abandonar a ideia e usar três volantes para organizar o time. São Paulo sofre para organizar um ataque sem desequilibrar a defesa.

Até times de elite europeia sofreram com esta formação. Pep Guardiola, viu seu time esfacelar com a lesão de Rodri e um meio-campo enfraquecido com quatro jogadores avançados. Com Bernardo, Savinho, Foden e Haaland, o time perdeu força de marcação, e o brasileiro Savinho teve que ser muitas vezes sacrificado.

O setor do meio de campo é o pulmão de um time. Precisa ter dois jogadores que marquem muito bem e não abandonem seus postos, junto de um que saiba criar. Ou três que marquem e façam a bola chegar na frente. Jogar com um jogador que seja marcador e outro que já ataque melhor do que se defende, sufoca a defesa sem a bola, deixando qualquer erro mais fatal.

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Está na hora de equilibrar o time, deixar de lado este ataque que só é forte no papel e em seus times europeus, e focar em primeiro montar uma defesa e meio forte, para então deixar a criatividade e efetividade resolver no ataque.