Mais uma vez, a torcida do São Paulo faz a festa, recepciona e cumpre bem o seu papel. Dentro de campo, porém, quando jogo é decisivo, parece que é o time do Tricolor Paulista quem sente a pressão. Em 2024, parou nos pênaltis contra o Botafogo. Em 2025, deu vexame perdendo para a LDU em casa. Em 2026, mal machuca um Boca Jrs limitado, fazendo um primeiro tempo terrível e sem pressão.
Se antes o “Morumbi te ama” fazia alusão ao adversário, atualmente só se faz valer para a própria equipe. A última vez que a equipe realmente fez valer toda a atmosfera foi em 2023, quando virou o placar contra o Corinthians, acabando depois campeã da Copa do Brasil.
O vexame do caso Arboleda
Depois de sumir por dias e fazer um papelão histórico, Arboleda voltou ao clube (afinal, o São Paulo não tinha dinheiro para repor e clube algum pagaria o que o equatoriano recebe). E, no jogo mais importante do ano, falha, como já falhou em outras vezes.
A bagunça do São Paulo
Dorival Jr. parece perdido. Com um banco sem grandes opções, escala um Victor Sá de lateral-direito e o vê errar tudo que tenta, até os domínios mais simples. Boicota Ryan Francisco e o escala apenas na fogueira e quase o vê marcar um gol (que foi polêmicamente invalidado). Erro ou não do VAR, o São Paulo não mereceu passar, assim como não mereceu ter um estádio lotado pela sua torcida. A equipe vem sendo em 2026 um dos times mais irritantes do Brasil em toques pro lado e falta de criatividade. Após poupar o elenco contra o Palmeiras, não viu ninguém se sobressair em um jogo decisivo.
E a torcida também deve os parabéns ao Calleri, que, em um jogo decisivo, desfalcou a equipe por uma infantilidade na ida. Muito embora quando em campo em mata-matas continentais ele também não tenha um grande retrospecto.
No meio de uma bagunça política e financeira de uma instituição que um dia já foi soberana e recentemente recebeu destaque apenas em noticiários policiais, o São Paulo volta para a sua realidade mais importante: não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, buscando evitar o único vexame que as sucessivas diretorias de gestões terríveis ainda não conseguiu atingir. Faltam 12 pontos.
Crise financeira e institucional
E um time que não tem dinheiro não pode contratar pagando um salário tão alto a jogadores que não resolvem jogos. Há seis anos no clube, Luciano ainda dobrou a escancarada de falhas da gestão ao afirmar que jamais recebeu em dia, isto em um clube que, até a pandemia, se orgulhava de nunca ter atrasado um salário.
Está na hora de uma “faxina” de medalhões, que não devem iniciar a temporada de 2027 no Morumbi. Principalmente os que ficam no social, conselho e diretoria da equipe.
