Foi bonito de ver os idosos se vacinarem contra a Covid-19 e acendeu uma luz no fim do túnel para um ano melhor para o brasileiro, depois de um 2020 trágico. Porém, o alívio não foi duradouro, já que várias cidades do País interromperam a vacinação por falta do imunizante. O cenário, ao invés de animador, é desolador.
Não temos vacina suficiente para vacinar a população idosa, quem dirá 60% da população para atingir a tão almejada imunidade de rebanho. Soma-se a essa crise sanitária sem precedentes, causada pela pandemia, a crise econômica que assola o País. Sem auxílio emergencial, cortado pelo governo, grande parte da população vivencia a dificuldade diária em manter as contas pagas e a comida na mesa.
Aumentaram os preços do aluguel, do gás, da alimentação, da energia elétrica e da gasolina. Aqueles que têm sorte de não estarem desempregados ou não terem tido redução salarial estão se endividando e pagando os custos básicos para sobreviver. É mais do que urgente o governo tomar providências para estender o auxílio emergencial para as famílias.
Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse estar “quase certo” que as famílias voltariam a receber o auxílio em março, mas até agora o governo não divulgou o calendário. O presidente ainda criticou o ”abre e fecha” do comércio em meio ao aumento de mortes por coronavírus no Brasil e afirmou que para movimentar a economia “tem que trabalhar”.
O que “tem que”, de forma emergencial, é proteger a população da doença e a renda básica para que todos possam passar pela pandemia com o direito a pelo menos três refeições por dia. O governo também precisa criar mecanismos para desincentivar a alta dos preços. Na pandemia, com dinheiro contado, não é momento de pagar – literalmente – pela pouca eficiência de um Ministério da Economia que, por ora, mais falou do que deu sentido confiável à economia do Brasil.
Na sexta-feira (19), manifestantes fecharam uma rodovia da Grande São Paulo para pedir “auxílio emergencial já”. É um pleito mínimo para o momento de pandemia. E um governo, seja qual viés econômico tenha por norte, tem a obrigação de amparar os compatriotas em um momento extremamente delicado.
A medida é urgente. Senão é capaz de vermos uma crise desoladora no País mesmo depois da pandemia ter ido embora.
