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Agricultura.

Bolsonaro já liberou 1.529 agrotóxicos; volume supera FHC, Lula e Dilma juntos

Isso representou uma média anual de 510 agroquímicos liberados para uso nas plantações de frutas, legumes, verduras e cereais

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Jair Bolsonaro / Marcos Correa/Presidência

Neste século, o governo brasileiro já autorizou o registro de 4.613 novos agrotóxicos, conforme dados do Ministério da Agricultura. E um terço de todos esses inseticidas, fungicidas e herbicidas foi liberado por Jair Bolsonaro. No total, o governo que rejeita vacinas que salvam vidas autorizou 1.529 novos venenos em apenas três anos. Isso representou uma média anual de 510 agroquímicos liberados para uso nas plantações de frutas, legumes, verduras e cereais. Esse número inclui ainda produtos para melhorar a performance de animais para alimentação humana.

Em termos comparativos, entre 2000 e 2015, nos governos Fernando Henrique, Lula e Dilma, a média foi de 233 novos agrotóxicos autorizados a cada ano. Ou seja, o volume de venenos liberados por Bolsonaro em apenas três anos é mais do que o dobro do observado no período PT/PSDB. Só Michel Temer (2016/2018) se aproxima do atual presidente no apreço pelos agroquímicos, com 377 novos produtos liberados a cada ano.

E, na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 6299/02. Batizado pela oposição como ‘PL do Veneno’, o texto retira da Anvisa e do Ministério do Meio Ambiente o poder de vetar novos agrotóxicos, mesmo que eles sejam potencialmente prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. O projeto também muda a nomenclatura dos agrotóxicos, que passarão a ser identificados oficialmente como pesticidas.

O ‘PL do Veneno’ prevê ainda a liberação de substâncias em caráter emergencial, sem análise. Isso inclui ingredientes potencialmente cancerígenos e suspeitos de provocar mutações genéticas e hormonais. Em 2018, durante audiência na Câmara, o Instituto Nacional de Câncer salientou que essa mudança ameaça a “saúde dos brasileiros” e pode aumentar a incidência de cânceres.

O Brasil é o maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Segundo o Atlas Geográfico do Uso de Agrotóxicos de 2017, o País consome 20% dos agroquímicos usados no planeta. Em 2011, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva apontou que cada brasileiro ingeria 5,2 litros de agrotóxicos ao ano. Em 2015, esse volume já tinha saltado para 7,6 litros.

Fraude nos frutos do mar...

Pesquisadores do México, EUA, Japão e África do Sul financiados pela US National Science Foundation vêm desenvolvendo desde o ano passado um aplicativo capaz de rastrear toda cadeia produtiva dos frutos do mar.

...o blockchain, o eDNA...

A ideia é combater a pesca ilegal, proteger os estoques no mar e assegurar que o consumidor não compre ‘gato por lebre’, já que os pescados são líderes mundiais em fraudes. O app usa tecnologias de blockchain e eDNA. E os resultados têm surpreendido...

...e os polvos misteriosos!

Os polvos são particularmente difíceis de identificar porque não têm ossos e mudam de cor. Assim, ao longo do tempo o animal tem sido agrupado na espécie Octopus vulgaris. Porém, dados iniciais têm revelado diferenças físicas e genéticas que podem levar à descoberta de várias espécies distintas de polvo.

Filosofia do campo:

“Uso a palavra para compor meus silêncios”, Manoel de Barros (1916/2014), poeta mato-grossense.

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