Maluf devolve dinheiro à Prefeitura de São Paulo

Ministério Público estima que Paulo Maluf tenha desviado mais de 300 milhões de dólares de recursos públicos no período em que foi prefeito

Paulo Maluf

Paulo Maluf | Rovena Rosa/Agência Brasil

Após um acordo firmado com o MPSP (Ministério Público de São Paulo) e com a prefeitura de São Paulo, o Banco BTG e a Eucatex, empresa da família Maluf, devolveram o valor de R$ 152 milhões aos cofres municipais. Do BTG Pactual, a prefeitura paulistana recebeu o equivalente a 30,8 milhões de dólares (cerca de R$ 156 milhões). Já da Eucatex, o valor recebido pela prefeitura foi de 7,2 milhões de dólares (aproximadamente R$ 36,5 milhões). Com isso, a família Maluf perdeu mais de um terço da empresa Eucatex, tendo passado as ações para o poder do BTG Pactual. O MPSP estima que o ex-deputado Paulo Maluf tenha desviado mais de 300 milhões de dólares de recursos públicos no período em que foi prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996. Segundo os promotores, a maior parte do dinheiro saiu das obras na avenida Água Espraiada, atual Roberto Marinho, e do túnel Ayrton Senna.

Grades da Sé

A Prefeitura de São Paulo vai retirar as grades móveis de contenção que haviam sido colocadas na Praça da Sé, no centro histórico da capital, na última segunda-feira (10). As datas de retirada, no entanto, não foram divulgadas. O poder municipal reafirmou que as grades são usadas para as ações de zeladoria, como havia justificado o subprefeito da Sé, coronel Alvaro Camilo. A remoção atende a uma recomendação da Defensoria Pública de São Paulo, que questionou as razões para a colocação dos gradis, entre elas, a intenção de diminuir casos de violência e conter a desordem urbana, de acordo com a Subprefeitura da Sé. “A retirada não será feita de imediato, mas conforme as intervenções necessárias forem concluídas”, informou a Secretaria Municipal das Subprefeituras.

Disparada nos aluguéis

A disparada do preço médio do aluguel no Brasil tem causado uma certa preocupação por parte dos locatários que precisam renovar seus contratos com os respectivos proprietários de casas e apartamentos. No acumulado de 12 meses — entre abril de 2022 e março de 2023 -, a alta no país chega a 17,18%, de acordo com o último Índice FipeZap. Se o morador for um bom inquilino, a possibilidade de se fechar um acordo até abaixo desse percentual é muito maior numa negociação, apontam especialistas do setor. O acumulado no período é três vezes maior que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação oficial do país nos últimos 12 meses é de 4,65%. Ou seja, é a maior variação para o período desde dezembro de 2011. Os dados desse índice mostram ainda que o aumento da locação no Brasil foi de 1,75% somente em março. Em um ano, as capitais que registraram a escalada de preços mais acentuada foram Florianópolis (SC), com 36,75%, e Goiânia (GO), de 31,53%. Já Rio de Janeiro registrou 20,23% e São Paulo, 15,14%.

Contatos para esta coluna: [email protected]