11 fotos históricas que parecem cenas de filme: histórias reais por trás de imagens difíceis de acreditar

De um autorretrato feito nos primeiros anos da fotografia a um desaparecimento sem corpo, registros antigos guardam histórias que parecem pertencer à ficção

Montagem reúne alguns dos registros históricos abordados na matéria, entre eles o Hindenburg, a Apollo 8, operários do Rockefeller Center e a escadaria de Chambord Crédito/Fonte: Imagem gerada por IA / ChatGPT

Montagem reúne alguns dos registros históricos abordados na matéria, entre eles o Hindenburg, a Apollo 8, operários do Rockefeller Center e a escadaria de Chambord Crédito/Fonte: Imagem gerada por IA / ChatGPT

Há fotografias que simplesmente registram o momento. Outras, porém, parecem ter sido produzidas para uma cena de cinema. Um trabalhador sentado sobre uma viga de aço a centenas de metros do chão, uma mulher armada durante a Segunda Guerra Mundial e a Terra surgindo sobre o horizonte da Lua estão entre esses registros.

Continua após a publicidade

Por trás dessas fotos históricas, entretanto, existem acontecimentos que ajudam a revelar como diferentes gerações viveram, trabalharam e enfrentaram situações que hoje parecem improváveis.

Mais do que imagens antigas, esses registros funcionam como pequenas portas para o passado. Em muitos casos, basta conhecer o que aconteceu antes ou depois do clique para que uma fotografia aparentemente comum ganhe outro significado.

Uma mulher armada em plena Libertação da França

Durante a Segunda Guerra Mundial, Simone Segouin participou da Resistência Francesa e atuou em missões de ligação e ações armadas.

Continua após a publicidade

Uma das fotografias mais conhecidas mostra a jovem segurando uma submetralhadora durante a Libertação de Chartres, em agosto de 1944.

A cena chama atenção justamente pelo contraste entre a aparência cotidiana da jovem e o cenário de guerra. Além disso, a imagem ajuda a lembrar que mulheres também participaram diretamente da resistência contra a ocupação alemã.

O “selfie” que surgiu quase 200 anos atrás

Antes das câmeras frontais dos celulares, Robert Cornelius já havia encontrado uma maneira de fotografar o próprio rosto.

Continua após a publicidade

Em outubro ou novembro de 1839, o fotógrafo produziu um autorretrato em Filadélfia, nos Estados Unidos. A imagem é considerada pela Biblioteca do Congresso o mais antigo retrato fotográfico americano ainda existente e costuma ser chamada de primeiro “selfie”.

Na época, porém, tirar uma fotografia exigia muito mais paciência. O processo podia levar vários minutos, obrigando Cornelius a permanecer praticamente imóvel diante da câmera.

Assim, uma imagem que hoje parece banal representa, na verdade, um dos primeiros momentos em que alguém conseguiu transformar o próprio rosto em um registro fotográfico duradouro.

Continua após a publicidade

Uma cidade vista do alto de um balão

Em 1860, James Wallace Black decidiu levar uma câmera para o céu e fotografar Boston a partir de um balão.

O resultado apresentou uma perspectiva completamente diferente da cidade. Naquele período, aviões ainda não existiam, e a fotografia aérea dependia de equipamentos pesados e de uma plataforma suspensa no ar.

Além disso, Black precisava lidar com uma tecnologia fotográfica ainda experimental. Mesmo assim, conseguiu registrar ruas, edifícios e áreas urbanas de uma perspectiva que poucas pessoas haviam visto.

Continua após a publicidade

A experiência antecipou uma forma de observar as cidades que, décadas mais tarde, seria transformada pelos aviões e, mais recentemente, pelos drones e satélites.

Quando o tamanho do traje de banho podia levar à polícia

Uma fotografia de 1922 registra uma situação que hoje parece completamente fora de época: mulheres eram submetidas à fiscalização por causa do comprimento de seus trajes de banho.

Naquele período, algumas praias adotavam regras bastante específicas para determinar o que poderia ser considerado um traje adequado.

Continua após a publicidade

Uma fotografia preservada pela Biblioteca do Congresso mostra justamente a medição de um traje de banho em 1922.

A cena revela uma sociedade em que autoridades interferiam até mesmo na aparência das roupas usadas em espaços públicos. Por isso, o registro funciona também como um retrato dos costumes e das normas sociais do início do século XX.

O almoço nas alturas que virou uma das fotos mais famosas do mundo

Onze trabalhadores aparecem sentados sobre uma viga de aço enquanto observam Nova York. A fotografia, feita em 1932, tornou-se uma das imagens mais reconhecidas da construção dos arranha-céus americanos.

Continua após a publicidade

O grupo estava a cerca de 259 metros acima do solo, durante a construção do Rockefeller Center.

À primeira vista, a cena parece registrar um almoço espontâneo. Entretanto, fotógrafos organizaram a sessão para divulgar o empreendimento, e outras imagens daquele mesmo dia mostram os trabalhadores em diferentes poses sobre a estrutura.

Ainda assim, o registro preservou uma visão impressionante das condições enfrentadas pelos operários durante a expansão vertical de Nova York.

Continua após a publicidade

Centenas de alianças encontradas depois da libertação de Buchenwald

Entre os registros mais difíceis de observar está uma fotografia que mostra uma grande quantidade de alianças reunidas em uma caixa.

As joias foram encontradas após a libertação do campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha, em 1945. Os nazistas haviam confiscado objetos pessoais dos prisioneiros, incluindo alianças e outros pertences.

Cada peça carregava uma história particular. Juntas, elas revelavam a dimensão do sistema de confisco imposto às vítimas.

Continua após a publicidade

Por isso, a fotografia ultrapassa o valor documental. Um conjunto de pequenos objetos cotidianos passou a representar vidas interrompidas e famílias destruídas pela perseguição nazista.

O cérebro de Albert Einstein foi retirado durante a autópsia

Poucas histórias envolvendo uma fotografia científica despertam tanta curiosidade quanto o episódio ocorrido após a morte de Albert Einstein, em 1955.

Durante a autópsia, o patologista Thomas Harvey retirou o cérebro do físico e posteriormente realizou fotografias do órgão. O material acabou dividido em centenas de partes para estudos científicos.

Continua após a publicidade

O episódio começou de maneira controversa, já que a retirada ocorreu antes da autorização necessária. Posteriormente, entretanto, o filho de Einstein concordou com a preservação e o estudo do cérebro.

Décadas depois, as fotografias e os fragmentos continuaram associados a pesquisas que tentavam compreender se existiam características anatômicas particulares relacionadas ao cérebro do cientista.

Um primeiro-ministro desapareceu enquanto nadava

Em 17 de dezembro de 1967, o primeiro-ministro australiano Harold Holt entrou no mar em Cheviot Beach, na região de Victoria.

Continua após a publicidade

Pouco depois, Holt desapareceu diante de testemunhas e nunca mais foi encontrado. Uma enorme operação de busca mobilizou equipes de resgate, mas nenhum corpo apareceu.

O episódio alimentou teorias durante décadas. Ainda assim, o relatório conjunto da polícia de Victoria e da Commonwealth concluiu que não havia indicação de que o desaparecimento tivesse ocorrido por outra razão que não um acidente.

O caso permanece entre os episódios mais incomuns da história política australiana justamente porque uma autoridade nacional simplesmente desapareceu no mar sem deixar um corpo para ser localizado.

Continua após a publicidade

A Terra surgiu sobre a Lua

Em 24 de dezembro de 1968, durante a missão Apollo 8, o astronauta William Anders apontou uma câmera para o horizonte lunar.

O resultado foi a famosa fotografia “Earthrise”, na qual a Terra aparece como uma esfera azul e branca sobre a superfície acinzentada da Lua.

Anders, Frank Borman e James Lovell haviam se tornado os primeiros seres humanos a viajar até a órbita lunar. Enquanto completavam uma das passagens ao redor da Lua, encontraram uma perspectiva que nenhum ser humano havia registrado daquela maneira.

Continua após a publicidade

A NASA preserva o registro e informa que Anders realizou a fotografia durante a quarta órbita da Apollo 8.

A imagem ganhou uma força que ultrapassou a própria missão. Pela primeira vez, milhões de pessoas puderam enxergar a Terra como um pequeno mundo isolado no espaço.

O Hindenburg desapareceu em meio às chamas

Em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg se preparava para pousar na estação naval de Lakehurst, em Nova Jersey, quando pegou fogo.

Continua após a publicidade

O fotógrafo Murray Becker estava no local e registrou o momento em que o enorme dirigível começou a cair em chamas.

Com cerca de 245 metros de comprimento, o Hindenburg representava o auge da era dos grandes dirigíveis. O desastre matou 36 pessoas e ajudou a encerrar o serviço regular de passageiros dessas aeronaves.

A fotografia sobreviveu ao acidente e transformou um instante de poucos segundos em uma das imagens mais conhecidas da história do fotojornalismo.

Continua após a publicidade

Uma escadaria que parece ter saído de um filme

No Château de Chambord, na França, uma escadaria chama atenção por uma característica incomum: duas rampas helicoidais sobem lado a lado ao redor de um eixo central.

Quem utiliza uma das rampas consegue subir ou descer sem necessariamente cruzar com quem percorre a outra. O desenho cria um efeito visual que ainda hoje parece moderno.

A construção costuma ser associada à influência de Leonardo da Vinci. No entanto, existe uma diferença importante entre dizer que a escadaria foi inspirada em seus estudos e afirmar que ele próprio a projetou.

Continua após a publicidade

Esse detalhe torna a fotografia ainda mais interessante. Uma construção criada no Renascimento consegue produzir, séculos depois, a impressão de estar diante de uma obra contemporânea.

O passado registrado em um único instante

Uma fotografia pode congelar apenas alguns segundos. A história por trás dela, pode facilmente atravessar décadas.

É justamente essa combinação que torna esses registros tão fascinantes. Alguns mostram avanços tecnológicos; outros preservam momentos de guerra, tragédia ou transformação social. Há ainda aqueles que simplesmente capturam uma situação cotidiana que hoje parece completamente estranha.

Continua após a publicidade

Além disso, cada imagem revela algo que nenhum texto conseguiria reproduzir da mesma maneira: a sensação de estar diante de um instante que realmente aconteceu.