Doze candidatos na disputa pela cadeira de governador de São Paulo

Entre os postulantes estão políticos conhecidos, mas maioria nunca disputou a eleição para o Palácio dos Bandeirantes Por Nely Rossany De São Paulo

No primeiro turno das Eleições de 2018, marcado para o próximo dia 7 de outubro, o eleitor paulista poderá escolher entre 12 nomes para ocupar o Governo do Estado de São Paulo.

Continua após a publicidade

A Gazeta de S.Paulo traz na edição impressa de hoje (16) a primeira parte do “Álbum das Eleições 2018” com o perfil de cada um dos candidatos oficializados nesta quarta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), data em que terminou o prazo para os partidos oficializarem as candidaturas.

Estão no páreo pela cadeira no Palácio dos Bandeirantes Adriano Costa e Silva (DC), Cláudio Fernando Aguiar (PMN), Edson Dorta (PCO), João Doria (PSDB), Lisete Arelaro (PSOL), Luiz Marinho (PT), Marcelo Cândido (PDT), Márcio França (PSB), Paulo Skaf (MDB), Rodrigo Tavares (PRTB), Rogério Chequer (Novo) e Toninho Ferreira (PSTU).

Desses, a maioria – 11 candidatos – está disputando pela primeira vez o cargo de governador. Somente o emedebista Paulo Skaf tentou o Palácio dos Bandeirantes em oportunidade anterior. Ele já foi candidato outras duas vezes, em 2010 e 2014.

Continua após a publicidade

Ainda assim, algumas figurinhas já são conhecidas do eleitor paulista. Caso do ex-prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), do ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) e do atual governador do Estado, Márcio França (PSB). Os candidatos têm, em média, 52 anos. Os mais novos, com 37 anos, são Cláudio Fernando Aguiar (PMN) e Rodrigo Tavares (PSL). A candidata mais velha é Lisete Arelaro (PSOL), com 73 anos, única mulher na disputa. Em compensação, entre os vices, oito são mulheres. A maioria dos candidatos é natural do Estado de São Paulo. Somente Toninho Ferreira (PSTU) é de Minas Gerais.

Campanha

A partir de hoje já é permitida a propaganda eleitoral, mas é no próximo dia 31, quando começa o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão, que o eleitor poderá conhecer melhor a proposta dos candidatos e escolher uma figurinha para completar o seu álbum.

Continua após a publicidade

Outra ferramenta que será poderosa na eleição é a internet. Os eleitores podem pesquisar sobre o passado dos candidatos, suas propostas e seus ideais, mas é preciso tomar cuidado com os boatos, as famosas “fake news”, que espalham notícias falsas. Por isso, uma boa dica para o eleitor é usar como fonte somente sites de notícias confiáveis, com conhecida idoneidade e credibilidade, já que estará em questão a escolha do próximo administrador de São Paulo.

Os governadores chefiam o poder Executivo estadual durante quatro anos. Vence o candidato que tiver 50% dos votos mais um. Caso nenhum postulante chegue a esse total, os dois mais votados disputam o segundo turno, onde o vencedor é declarado por maioria simples.

31 milhões de eleitores

Continua após a publicidade

O estado de São Paulo tem cerca de 45 milhões de habitantes e é o maior colégio eleitoral do País, com 31.253.317 eleitores, que representam 22% do eleitorado nacional (140.646.446 aptos).

Somente na Capital há 8.619.170 votantes, o que significa que a cidade de São Paulo tem mais eleitores que 23 dos estados brasileiros. Borá, município na região sudoeste de São Paulo, tem o menor número de inscritos: apenas 1.071.

O candidato que for eleito governador terá que administrar o maior orçamento do País. Este ano o estado de São Paulo contará com cerca de R$ 216,9 bilhões.

Continua após a publicidade

Principais atribuições do governador

O governador é determinante em temas como segurança pública, saúde e educação e tem responsabilidade sobre toda a infraestrutura estadual, como de rodovias e portos, por exemplo. Cuidar do transporte intermunicipal e interestadual é outra das atribuições do cargo.

Também é o governador que submete à aprovação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Esses documentos revelam as prioridades da administração estadual e os recursos disponíveis para a execução do plano de governo.

Continua após a publicidade

Angariar investimentos federais para o estado e seus municípios também é função fundamental no dia a dia do governador. Tanto um, quanto os outros dependem de investimentos vindos da União para viabilizar projetos de grande porte. O diálogo com o governo federal, na prática, também é facilitado pela bancada do estado no Congresso (deputados federais e senadores).

O governador também tem funções legislativas, mesmo ocupando um cargo no Executivo. Ele pode propor projetos de leis estaduais, dentro das competências reservadas ao estado na Constituição Federal, que dependem da aprovação dos deputados estaduais. Assim como acontece no caso dos prefeitos e do presidente, o governador também tem o poder de vetar ou sancionar as leis aprovadas pelo Legislativo.