Os metalúrgicos do ABC aprovaram na quarta-feira (17) à noite, em Diadema, as propostas de acordo para cinco setores. O reajuste salarial será de 5% e, na maioria dos grupos, as cláusulas sociais foram renovadas por mais dois anos.
O índice de correção dos salários considera inflação de 3,64% mais 1,31% de aumento real e será pago retroativo ao dia 1º de setembro. A FEM-CUT (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT-SP) calcula que o acordo beneficie 42 mil trabalhadores.
O presidente da federação, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, diz que as negociações buscavam renovar as cláusulas sociais de todos os grupos por mais dois anos. “Pelo menos temos um ano pela frente para continuar lutando pelos direitos”, diz.
Para a FEM, a maior vitória da campanha salarial deste ano foi a assinatura com o grupo 3, do setor de autopeças, forjarias e parafusos, pois o segmento estava há quatro anos sem acordo.
Também na quarta-feira, os trabalhadores de estamparia, fundição e do grupo 10 (que inclui lâmpadas e material bélico) aprovaram greve a partir de segunda-feira. Nesta quinta à tarde, porém, a FEM diz que foi procurada pelo setor de estamparia para reabrir as negociações.
Nos três grupos, a divergência é o índice de reajuste, que não chega aos 5%. Na estamparia, a proposta patronal foi pagar a inflação de 3,64% mais 1,5%, em março de 2019, sobre o salário corrigido, como antecipação da data-base do próximo ano. Na fundição, a proposta foi de 4%; e no grupo 10, de repor só a inflação.