Famílias sem-teto fecham viaduto em protesto

As famílias ocupam um terreno particular de 136 mil m² na avenida Castelo Branco, no bairro Parque Laguna, em Taboão da Serra Por Matheus Herbert De São Paulo

Famílias de sem-teto realizaram na manhã desta quarta-feira (14) um protesto por habitação e contra um pedido de reintegração de posse de uma área particular em Taboão da Serra.

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Cerca de 200 pessoas fecharam o viaduto da avenida Paulo Ayres, no Parque Pinheiros. O viaduto fica sobre a rodovia Régis Bitttencourt (BR-116), e dá acesso aos motoristas que querem acessar os bairros Parque Pinheiros, Jardim Três Marias e Parque Laguna, além de também possibilitar o acesso da pista sentido sul da rodovia.

As famílias ocupam um terreno particular de 136 mil m² na avenida Castelo Branco, no bairro Parque Laguna, também em Taboão da Serra. No final do mês passado a Justiça decretou a reintegração de posse do local, que é de preservação ambiental. A reintegração está agendada para acontecer no próximo dia 22.

De acordo com a concessionária Autopista Régis Bittencourt, que administra a rodovia, cerca de quatro quilômetros de congestionamento foi gerado na pista sentido Capital.

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Ocupação

A Gazeta acompanha a ocupação irregular desde junho deste ano e atualmente mais de 1.500 famílias vivem na área, segundo os organizadores da ocupação. O terreno tinha sofrido processo de reintegração de posse em julho do ano passado e já tinha sido invadido outras vezes.

As famílias se instalaram em barracas improvisadas de lona plástica, mas já é possível ver algumas barracas de madeira e alvenaria.

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No começo deste mês, os sem-teto já tinham realizado um protesto em frente ao fórum de Taboão da Serra pelos mesmos motivos do manifesto de quarta-feira.

Promessa de diálogo

No dia 24 de setembro, o prefeito da cidade de Taboão da Serra, Fernando Fernandes (PSDB), se reuniu com representantes da ocupação e prometeu que tentaria negociar com o proprietário da área uma solução ou buscar políticas públicas com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

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Procurada nessa semana, a administração não informou quais as medidas estariam sendo tomadas em relação à ocupação.