SP quer taxar caminhão que estiver só de passagem

A ideia da prefeitura é que esses veículos passem a usar o Rodoanel Mário Covas e a rodovia Dom Pedro I, além de outras rotas alternativas Por Estadão Conteúdo

A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) quer taxar caminhões que cruzam a cidade de São Paulo e não têm nem origem e nem destino das cargas no município. A medida está no Plano Diretor de Cargas, cuja proposta foi lançada nesta quarta-feira (19). A ideia é que esses veículos passem a usar o Rodoanel Mário Covas e a rodovia Dom Pedro I, além de outras rotas alternativas.

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A cobrança só começará após a conclusão do Trecho Norte do Rodoanel, prevista para o fim de 2019. A taxa seria pelo uso do viário, a mesma lógica que permite à prefeitura arrecadar valores de aplicativos, como Uber e 99. Ao todo, 261,5 mil viagens de cargas são feitas na capital paulista diariamente.

A organização do transporte de cargas é tida como fundamental pela atual gestão para retirar o trânsito da cidade de um nível crítico. O chamado minianel viário, o arco formado pelas Marginais do Tietê e do Pinheiros, pela Avenida dos Bandeirantes e por ruas da zona leste, que determinam a fronteira do centro expandido, passa cinco horas por dia operando saturado, ou seja, além da capacidade.

De acordo com os estudos da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, a cobrança será inteiramente eletrônica. A prefeitura cruzará informações do Manifesto de Carga Eletrônico dos caminhões com os radares de trânsito. O endereço de partida e da chegada da carga é informado no manifesto.

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Os radares de trânsito da cidade já leem as placas de caminhões. Essas serão cruzadas com os dados dos manifestos e, quando origem ou destino não for São Paulo, o dono será notificado sobre a taxa.