‘Deixarei um legado em todas as áreas’

Prefeito de Taboão da Serra, Fernando Fernandes (PSDB) concedeu entrevista exclusiva à Gazeta Por Matheus Herbert De São Paulo

O prefeito de Taboão da Serra, Fernando Fernandes (PSDB) deu uma entrevista exclusiva à Gazeta na última quinta-feira (20) e fez um balanço da sua atual gestão, do momento político que a cidade vive e dos desafios para os próximos dois anos. O chefe do executivo ressaltou as contas aprovadas, a entrega de obras como o gramado sintético em seis campos do município, a unidade do Bom Prato, Poupatempo e Etec e disse que ao deixar a administração em 2020 deixará um bom legado. Veja entrevista completa abaixo.

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“A grande virtude de uma administração não é focar apenas um setor. Temos que deixar um legado em todas as áreas, seja na educação, saúde, na cultura. Vou deixar um legado em todas as áreas. Tenho mais dois anos de governo, ainda não morri, muitas coisas serão feitas”, disse o prefeito Fernando
Fernandes.

GSP – Quem a sua base apoiava na Câmara para ser o novo presidente?

Fernando Fernandes – O grupo tinha escolhido o Ronaldo Onishi e o Marcos Paulo sabia disso. No nosso grupo ele até poderia ser o presidente mas teria a Mesa Diretora formada por vereadores do nosso grupo, já do outro lado ele viu que poderia ser presidente e ainda formar a mesa. Durante as eleições, o prefeito Ney Santos esteve aqui na cidade e afirmou que iria fazer o presidente da Câmara e depois o prefeito, naquele momento achamos um absurdo mas hoje vemos que não é um absurdo. A prova tá aí. Não posso dizer que intervenção Ney Santos teve, mas todos elogiaram ele, inclusive o Paulinho no dia da eleição, dizendo que Ney Santos era o grande mentor do Bloco Independente.

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GSP – O novo presidente do Legislativo, Marcos Paulo (PPS) disse ter se sentido traído pelo senhor. Qual sua visão sobre isso?

FF – É muito difícil você explicar o Natal para o peru né? Olha, você vai precisar morrer porque no Natal nós comemos peru. O Paulinho tá querendo explicar o inexplicável. Se você é traído por mim, você precisa ter a dignidade de sair do meu lado. Eu te trai? Então saia do meu lado. Você vai ficar do meu lado até o juízo final e depois você vai falar pra Deus que eu te trai? O vereador Onishi era um irmão do Paulinho, todas as decisões desde quando eles iniciaram na política sempre tomavam decisões juntos. Inclusive, quando eles foram oposição ao governo, em um período curto mas foram era muito difícil trazer um sem o outro. Eram irmãos. Em um determinado momento eu achei que o Paulinho era um bom nome para a presidência, justamente pela oposição que fazia ao vereador Eduardo Nóbrega. Acredito que seria muito mais fácil ele explicar o que realmente aconteceu do que ficar falando que não teve apoio ou traição. Ele fez por estratégia uma trajetória que ele achou ser a correta e acertou no resultado. Vamos ter um diálogo institucional, eu não posso fingir que não reconheço o presidente e nem ele fingir que não conhece o prefeito.


GSP – O senhor teme os vereadores barrarem os projetos enviados pela Prefeitura?

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FF – Se eles barrarem aí vai ser um problema deles. Quando tiver um projeto de interessa da população, como por exemplo assinar um convênio de uma emenda que a Analice arrumou pra cidade ou qualquer outro deputado e isso beneficiaria algum bairro da cidade e eles não quiserem votar? Só pegar a população e levar lá e mostrar que nossa parte tá feita e pedir para eles explicarem pro povo.


GSP – Como o senhor enxerga o diálogo com Câmara no próximo ano, mediante a todo esse cenário político que o município vive?

FF – Não dá para termos uma previsão, acabamos de ganhar uma liminar para que eles possam votar o orçamento. Com certeza eles vão brecar o orçamento. Política é muito dinâmica, então as coisas vão acontecendo e nós temos que ir administrando. No ano que vem já começa a eleição de 2020. Quem é vereador, já começa a fazer campanha de forma mais energética pra uma possível vitória. Um vereador depende muito do dia a dia da prefeitura, como o atendimento que eles fazem a um munícipe, a um bairro ou o que seja, eles não tendo essa interlocução a perda deles é muito grande, eles sabem disso. Então é preciso saber até que ponto eles vão querer esticar a corda. Aliás, eu nem sou mais candidato. Nós vamos preparar um candidato e vamos ganhar a eleição.

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GSP – O senhor já tem um nome para um possível candidato à Prefeitura de Taboão da Serra em 2020?

FF – É muito precoce para a máquina já termos uma candidatura, porque se já lançarmos uma candidatura dependendo dos problemas que surgirem vão querer jogar tudo que deu errado em cima do candidato. Em três meses destrói um candidato. Temos que ter inteligência e prudência.


GSP – O senhor se sente desgastado politicamente? Qual o legado que o senhor pensa em deixar?

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FF – Olha, eu sou muito prático, acredito em coisas concretas. Eu fui vice-prefeito, fui prefeito de 1997 até 2004, depois fui eleito em 2013 e sigo até o final de 2020, quando vou encerrar. Acho que minha gestão não é tão ruim assim né? Todas as minhas contas aprovadas, todas, isso desde o ano de 1979. Então, vou sair da prefeitura com a cabeça erguida e outra coisa, as obras que entregamos no nosso governo são incontestáveis. Você vai falar do Poupatempo?, do Bom Prato?, da Arena Multiuso? Etec?. Colocamos gramado sintético em seis campos do município. Temos um dos melhores Ideb do Estado. Tudo isso pode ser contestado? Graças a Deus eu vou deixar um legado considerável e isso me deixa orgulhoso. A grande virtude de uma administração não é focar apenas um setor. Temos que deixar um legado em todas as áreas, seja na educação, saúde, na cultura. Vou deixar um legado em todas as áreas. Tenho mais dois anos de governo, ainda não morri, muitas coisas serão feitas”.