Auxílio Mãe Atípica de R$ 600: Câmara aprova benefício para cuidadoras de filhos com autismo ou deficiência severa

Câmara aprova auxílio para autismo e deficiência voltado a cuidadoras. Confira quem tem direito, os requisitos e como vai funcionar

Apoio financeiro busca amparar famílias que conciliam tratamentos médicos, rotina escolar e a sobrecarga diária de cuidados / Reprodução/Canva

Mulheres que deixaram o emprego formal para cuidar de filhos com deficiência grave podem receber uma renda mensal de R$ 600 do governo federal.

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A proposta do Auxílio Mãe Atípica (AMA) avançou ao ser aprovada pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados.

O texto busca garantir amparo financeiro e suporte psicológico a famílias que enfrentam rotinas intensas. O projeto de lei segue em tramitação e depende de novas votações.

Qual é o valor do Auxílio Mãe Atípica

O texto estabelece um pagamento base de R$ 600 por mês para a mãe ou cuidadora legal responsável pela assistência diária.

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Caso a mesma família tenha mais de um dependente na mesma condição, a proposta assegura um adicional de R$ 150 por filho extra atendido.

A medida também inclui apoio psicológico prioritário no Sistema Único de Saúde (SUS) para combater o esgotamento físico e mental gerado pela rotina de cuidados.

O dia a dia dessas famílias inclui terapias e, quando necessário, o uso de remédios para controlar sintomas associados ao diagnóstico.

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Quem tem direito ao Auxílio Mãe Atípica

Para ter acesso ao benefício após a aprovação final, a cuidadora precisará cumprir critérios específicos definidos na proposta:

  • Estar inscrita e com dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico);
  • Ter a guarda legal e morar com a criança ou o jovem;
  • Comprovar que a rotina impede o trabalho com carteira assinada;
  • Passar por perícia médica para comprovar o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou deficiência severa que exija apoio integral.

Por que o benefício para autismo foi criado

O projeto responde ao aumento no número de diagnósticos oficiais. O Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 2,4 milhões de pessoas com autismo no país.

A maior parte dos registros está na faixa entre 5 e 9 anos. O reflexo desse cenário aparece diretamente na rede de ensino básico, demandando dedicação diária da família.

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Dados do Censo Escolar de 2024, do MEC e do Inep, somam mais de 918 mil matrículas na área, alta de vinte vezes em uma década.

O impacto cresce nos grandes centros, onde escolas municipais enfrentam alta demanda e desafios para acolher alunos com TEA, exigindo presença contínua das mães.

A proposta ainda precisa ser avaliada na Câmara dos Deputados e no Senado.