Chico Anysio será homenageado pela Acadêmicos do Tucuruvi no carnaval de 2020

Intitulado "Faces de Chico, o eterno Chico. Sorrir é... e sempre será o melhor remédio", o enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Dione Leite Por Folhapress De São Paulo

A escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, que desfila ano que vem no grupo de acesso do carnaval de São Paulo, decidiu homenagear o humorista Chico Anysio, morto em 2012 de falência múltipla de órgãos, em seu próximo enredo.

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Intitulado “Faces de Chico, o eterno Chico. Sorrir é… e sempre será o melhor remédio”, o enredo será desenvolvido pelo carnavalesco Dione Leite, que vai para o seu segundo ano na escola da Zona Norte.

Cearense de Maranguape, Chico já foi enredo de escola de samba outras duas vezes na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro: em 1984 na Caprichosos de Pilares e pelo Paraíso do Tuiuti em 2013, no Grupo de Acesso. No primeiro caso, o enredo “A visita da nobreza do riso a Chico Rei, num palco nem sempre iluminado” terminou em 6º lugar. Já na Tuiuti, o desfile “Ao mestre do riso com carinho: As caras do Brasil” terminou em 13º.

Um dos principais nomes do humor no Brasil, criador de inúmeros personagens e bordões célebres, o cearense Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho construiu uma carreira de mais de seis décadas como radialista, escritor e ator de teatro, cinema e televisão.

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Após a estreia na rádio Guanabara, Chico Anysio passou pelas rádios Mayrink Veiga, Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. Em sua segunda vez na rádio Mayrink Veiga, em 1952, criou a “Escolinha do Professor Raimundo”.

Após o sucesso no rádio, foi convidado para estrear na televisão, na extinta TV Rio, onde surgiu o “Chico Anysio Show”, que aproveitava o surgimento do videotape para pôr no ar diversos personagens do comediante. Ele passou também pelas emissoras Excelsior, Tupi e Record, até ser contratado pela TV Globo em 1968. Nessa época, começou a lançar discos com músicas inspiradas por seus programas e personagens.

Em 1974, Chico Anysio passou a ter um quadro regular no “Fantástico”, que manteve por 17 anos, até 1991. Entre os sucessos na emissora, estão “Chico City” (1973), “Chico Total” (1981 e 1996), “Estados Anysios de Chico City” (1991) e “O Belo e as Feras” (1999). Entre 1990 e 1995, a “Escolinha do Professor Raimundo”, que já tinha aparecido como quadro em humorísticos anteriores, foi apresentada como um programa próprio.

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Em 1999, ela voltou como quadro do “Zorra Total”, ficando no ar até 2002. O humorista também atuou em novelas, como “Feijão Maravilha” (1979), “Terra Nostra” (1999), “Sinhá Moça” (2006), “Pé na Jaca” (2006) e “Caminho das Índias” (2009), além de ter participado de outros programas da emissora.