A direção da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decidiu adiar para a próxima semana o envio de documentos solicitados pela Polícia Federal.
Segundo apuração do blog do Caio Junqueira, da CNN Brasil, a proprietária da produtora, Karina Ferreira da Gama, alegou que o levantamento de dados sobre a produção cinematográfica ainda está em curso, o que inviabilizou a conclusão do material dentro do prazo estipulado para esta semana.
Com isso, a expectativa é de que os advogados formalizem um pedido de prazo suplementar aos investigadores federais.
O pedido da PF
A solicitação da Polícia Federal foi encaminhada de forma voluntária por meio de um ofício enviado no dia 18 de agosto por um delegado lotado em Brasília.
No documento, a corporação requer a apresentação de uma série de comprovações financeiras e contratuais da obra, incluindo:
- Faturas pagas e invoices emitidos no Brasil e no exterior;
- Contratos e aditivos firmados;
- Demonstrações detalhadas de despesas;
- Comprovantes sobre a origem dos recursos empregados e das fontes de financiamento do filme.
Com a dilação do prazo, a documentação completa deve ser formalmente protocolada junto à PF nos próximos dias para análise do fluxo financeiro e da estrutura de financiamento da cinebiografia.
Polêmicas sobre o Dark Horse
O Dark Horse trata-se de um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, dirigido por Michael Davis e estrelado por Jim Caviezel, que gerou grande repercussão.
A produção virou alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) e debates na eleição de 2026 devido a suspeitas de repasses milionários ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e articulações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A estreia comercial do filme nos cinemas brasileiros, inicialmente prevista para setembro de 2026, foi adiada pela distribuidora Europa Filmes para depois do período eleitoral
