Emiliano Sala foi exposto a níveis elevados de monóxido de carbono em queda de avião

Segundo a AAIB, o atacante ficou exposto a uma quantidade tão elevada do gás no momento da queda do avião que isso pode ter provocado uma parada cardíaca Por Estadão Conteúdo

A Divisão de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (14) uma atualização do caso do atacante Emiliano Sala, que faleceu em janeiro, e revelou que o jogador esteve exposto a uma elevada quantidade de monóxido de carbono, de 58%, antes da sua morte.

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De acordo com a AAIB, o atacante que estava prestes a trocar o Nantes pelo Cardiff, ficou exposto a uma quantidade tão elevada do gás no momento da queda do avião monomotor que isso pode ter provocado uma parada cardíaca ao menos o deixado inconsciente no momento do impacto da aeronave particular com a água. Além disso, a inalação deste gás pode provocar convulsões e desorientação.

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Essa conclusão foi obtida a partir da exames toxicológicos realizados nos restos mortais de Sala. E embora o corpo do piloto do avião, David Ibbotson, não tenha sido encontrado, os investigadores avaliam que ele deve ter sofrido a mesma exposição ao monóxido de carbono que o jogador argentino, problema que afetaria a sua capacidade de pilotagem.

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“É claro que a exposição ao CO pode reduzir ou inibir a capacidade do piloto de pilotar uma aeronave, dependendo do nível dessa exposição”, disseram os investigadores da agência, que também declararam que um relatório final será publicado oportunamente”.

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Após o fim das buscas iniciais realizadas pelas autoridades britânicas sem encontrar os corpos do piloto e do jogador, a família do atacante financiou a realização de uma investigação privada e teve êxito ao achar os restos do jogador argentino.

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Daniel Machover, advogado da família de Sala, disse que a descoberta “levanta muitas questões”. “A família e a população precisam saber como o monóxido de carbono pôde entrar na cabine. A segurança aérea futura repousa em saber tanto quanto possível sobre esta questão.” Machover também pediu às autoridades para retirarem o avião, que está 68 metros abaixo do nível do mar, “sem mais delongas”.

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Contratado pelo Cardiff, Sala viajava de Nantes para se juntar ao seu novo clube quando a aeronave particular que o transportava desapareceu do contato com os radares da ilha de Guernsey, em 21 de janeiro.

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Sala, de 28 anos, estava no Nantes desde 2015, tendo passado por outros clubes da França na sua carreira profissional. Naquela que seria a maior transação da sua história, o Cardiff iria adquiri-lo por 15 milhões de libras (aproximadamente R$ 72,5 milhões, na cotação atual).