Mato Grosso decreta situação de emergência após queimadas

No decreto, o governador Mauro Mendes (DEM) aponta o aumento nas queimadas somado ao período de estiagem na região, que chega a quatro meses Por Folhapress De São Paulo

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), decretou situação de emergência no estado devido ao aumento nos incêndios florestais. A medida foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) nesta terça (10).

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No decreto, Mendes aponta o aumento nas queimadas somado ao período de estiagem na região, que chega a quatro meses. No período, a umidade relativa do ar variou entre 7% e 20%, índices que podem causar riscos a saúde.

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Entre as medidas adotas pelo decreto estão a possibilidade de o governo estadual comprar equipamentos, adquirir bens sem licitação e suspender contratos administrativos sem necessidade de rescisão contratual.

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O Mato Grosso foi o estado líder em queimadas neste ano. Até 21 de agosto, mais de 13.600 focos de calor haviam sido registrados no estado, segundo dados do ICV (Instituto Centro de Vida), com base na plataforma do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

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Considerando o período proibitivo (de julho a setembro), quando é ilegal fazer queimadas em todo o Mato Grosso, o aumento em relação ao ano passado é de 205%.

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A aldeia Japuíra do povo myky, na Terra Indígena Menku, em Brasnorte, no Mato Grosso, quase foi destruída pelo fogo. Neste ano, cortes de 38% (R$ 17,5 milhões) das verbas para o Prevfogo, programa de prevenção às queimadas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), reduziram drasticamente as brigadas em terras indígenas.

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Em agosto, outros dois estados amazônicos, Amazonas e Acre, decretaram situação de emergência devido à onda de queimadas que tomou o país.

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No Amazonas, 80% dos focos de incêndios em 2019 foram registrados apenas em julho. O decreto foi assinado em 2 de agosto e tem validade de 180 dias.