Baixada Santista não tem parquinhos acessíveis

Espalhados em praças, na orla das praias e em parques, grande maioria dos playgrounds não possui acessibilidade Por Diário do Litoral De Santos

Falta acessibilidade nos parquinhos infantis públicos da Baixada Santista. Espalhados pelas cidades em praças, na orla das praias e em parques, a maioria dos playgrounds não dispõe de brinquedos acessíveis para crianças com deficiência ou mobilidade reduzida.

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Para tentar reverter essa situação, a vereadora Janaina Ballaris, de Praia Grande, apresentou projeto de lei que dispõe sobre a instalação em espaço de uso público de brinquedos e equipamentos adaptados especialmente desenvolvidos para lazer e recreação de pessoas portadoras de deficiência e mobilidade reduzida.

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De acordo com o PL, que já foi aprovado na Câmara, os playgrounds de áreas públicas deverão ter, no mínimo, 5% dos brinquedos e equipamentos de lazer adaptados.

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“A ideia foi da própria população. Precisamos ter inclusão de verdade no nosso município”, comentou Ballaris.

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Na justificativa do PL, a vereadora ponderou: “Trata-se de oferecer oportunidades iguais de acesso a bens e serviços, especialmente às crianças portadoras de necessidades especiais e mobilidade reduzida, as quais muitas vezes se sentem excluídas por frequentarem eventos públicos ou praças e parques que não dispõem de atividades inclusivas ou equipamentos e brinquedos que possibilitem o uso pelas mesmas”.

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O projeto de lei foi encaminhado para o Poder Executivo, que deve analisar o texto já nas próximas semanas.

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De acordo com a Prefeitura de Praia Grande, os 50 parques infantis estão nos principais espaços públicos da Cidade. Em alguns deles, como nos playgrounds da orla, no trecho entre os bairros Mirim e Boqueirão; e do Parque da Cidade, no Sítio do Campo, já existem brinquedos acessíveis. A Administração Municipal disse ainda que está em processo de licitação para aquisição de novos equipamentos.

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São Vicente não informou o número total de playgrounds na cidade, mas em apenas um deles, na Praça 22 de Janeiro, havia um balanço adaptado. Segundo a Prefeitura, o equipamento foi alvo de vandalismo e precisou ser retirado para conserto.

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Os únicos brinquedos destinados ao uso de portadores de deficiência em Guarujá também sofreram depredação. De acordo com a Prefeitura, eles foram entregues recentemente na Praça Horácio Lafer, na Enseada. O conserto dos mesmos já está sendo providenciado e deve ser concluído em até 15 dias.

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Os playgrounds de Santos não possuem equipamentos acessíveis. No entanto, a Prefeitura alega que está em tratativas para a instalação de brinquedos com acessibilidade em todos os parque públicos da cidade. Existe processo licitatório em andamento nos seguintes locais: Emissário Submarino e Praça Bezerra de Menezes (José Menino).

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Bertioga possui uma lei de 2011 que torna obrigatória a existência de brinquedos adaptados em todos os parques recreativos de diversões públicas do município. Mas a prefeitura não informou se os playgrounds seguem o determinado.

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Cubatão tem 30 parquinhos infantis, nenhum deles com brinquedos adaptados. A Prefeitura afirma que está planejando a aquisição desses brinquedos. A Secretaria Municipal de Obras publicou uma ata de registro de preços e está aguardando a disponibilidade de verbas orçamentárias para efetuar a concorrência pública.

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A Prefeitura de Itanhaém disse que não possui playgrounds públicos.

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Peruíbe tem três praças, todas com brinquedos, porém não há nenhum adaptado. A Prefeitura informa que criou um departamento da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida e algumas medidas estão sendo estudadas, podendo haver novidades nesse sentido no futuro.

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Mongaguá não respondeu aos questionamentos da reportagem do Diário do Litoral.


*Por Caroline Souza, do Diário do Litoral