Adeus estudar inglês e computação: essa é o novo curso que vai gerar bilhões de empregos

Novas habilidades demandadas pelo mercado passam pela robótica, não apenas inglês ou informática

Mercado de trabalho exige qualificações diferentes das do passado recente

Mercado de trabalho exige qualificações diferentes das do passado recente | Freepik

Até pouco tempo, falava-se em aprender inglês e computação para conseguir um bom emprego. Hoje, no entanto, a robótica, especialmente com IA, tornou-se essencial para se manter relevante.

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Essa é a visão de Jorge Tuesta, CEO da Glexco Robotics and Automation, empresa que apresentou recentemente o primeiro sistema educativo de robótica com inteligência artificial no Peru.

Robótica e IA no ensino

O cenário tecnológico avança rápido. Glexco, em parceria com a chinesa UBTECH Robotics, lançou um programa educativo de robótica com IA voltado a crianças e jovens.

O programa conta com hardware, kits de montagem e programação em Python, além de suporte didático tanto para alunos quanto professores.

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A empresa também é responsável pelo robô Xpertus, o primeiro humanoide 100% desenvolvido por engenheiros peruanos, com seis camadas de inteligência artificial.

Ensino que acompanha a indústria

O sistema é estruturado por níveis de competência em robótica, desde o nível básico até o avançado. Os melhores trabalhos serão enviados à China para etapas de formação avançada. 

A ideia é formar talentos capazes de serem aproveitados em setores industriais e corporativos. Conveniada com universidades e distribuída por canais regionais, a iniciativa busca alcançar todas as 25 regiões do país.

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Tuesta destaca que robôs não vieram para substituir os seres humanos, mas para potencializar suas capacidades.

É necessário requalificar os trabalhadores, já que se estima que, em cinco anos, cerca de 10% da força de trabalho estará usando algum tipo de robô, sobretudo na indústria.

Robótica como diferencial competitivo

O executivo afirma que, em apenas dois anos, o uso de robôs será amplamente difundido globalmente. A adoção dessas tecnologias é urgente, e a formação em mecatrônica e programação será cada vez mais vital para competir no mercado.

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É importante que empresas e instituições eduquem desde as escolas até a indústria para interagir com robôs de forma natural. A robótica e a inteligência artificial não são o futuro, são a base para fortalecer o presente.