Alimentos ultraprocessados podem ser confundidos com industrializados e um detalhe no rótulo ajuda a identificar qual produto está na embalagem

Saiba quais características indicam maior nível de processamento e entenda como analisar a composição antes de escolher um produto

Queijos, conservas e alguns pães fazem parte da categoria de produtos processados segundo a classificação usada pelo Ministério da Saúde.

Queijos, conservas e alguns pães fazem parte da categoria de produtos processados segundo a classificação usada pelo Ministério da Saúde. Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Alimentos ultraprocessados podem ser diferenciados de outros produtos industrializados pelo grau e pela finalidade do processamento. A classificação ajuda o consumidor a entender o que existe na embalagem e a reconhecer essas categorias durante a compra.

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Industrializado não significa ultraprocessado

A industrialização pode ocorrer em diferentes níveis. O arroz, por exemplo, passa por limpeza, secagem e descascamento antes de chegar ao consumidor. Esse processo não transforma o alimento em ultraprocessado.

O mesmo ocorre com alimentos como leite pasteurizado, legumes congelados e grãos. Esses produtos podem passar por processos industriais sem receber ingredientes que mudem sua composição original de forma significativa.

A classificação adotada pelo Guia Alimentar para a População Brasileira divide os produtos em quatro grupos. São eles: in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários, processados e ultraprocessados.

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Como identificar alimentos ultraprocessados

Os alimentos ultraprocessados costumam ter formulações industriais com muitos ingredientes. Eles também podem conter substâncias pouco usadas na cozinha doméstica e aditivos destinados a alterar sabor, cor, aroma ou textura.

A lista de ingredientes ajuda na identificação

A lista de ingredientes é uma das principais ferramentas para reconhecer esses produtos. O primeiro item aparece em maior quantidade, por isso a ordem da relação também traz informações importantes.

Nomes como aromatizante, corante, emulsificante, espessante e realçador de sabor podem aparecer nessas formulações. Também existem ingredientes de uso raro na cozinha, como maltodextrina, proteínas isoladas e óleos modificados.

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Biscoitos recheados, refrigerantes, salgadinhos, cereais matinais, sorvetes, macarrão instantâneo, embutidos e muitos produtos prontos para aquecer estão entre os exemplos citados pelo Ministério da Saúde.

O que observar antes de comprar

A embalagem apresenta informações que ajudam na avaliação do produto. Porém, a aparência da frente da embalagem não deve ser o único critério usado pelo consumidor.

A rotulagem nutricional brasileira também utiliza o símbolo de lupa para destacar produtos com alto teor de nutrientes específicos. O Ministério da Saúde orienta que os rótulos sejam consultados para compreender melhor a composição dos alimentos.

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A lupa, entretanto, não substitui a leitura da lista de ingredientes. As duas informações cumprem funções diferentes e podem ajudar na avaliação do produto.

Processados e ultraprocessados não são iguais

Alimentos processados também passam por alterações industriais. A diferença está na forma como essas mudanças acontecem.

Segundo o Ministério da Saúde, alimentos processados são produzidos com a adição de sal, açúcar, óleo ou gordura a alimentos in natura ou minimamente processados. Queijos, conservas e alguns pães são exemplos dessa categoria.

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Já os alimentos ultraprocessados resultam de formulações industriais mais complexas. Por isso, conhecer a classificação ajuda a diferenciar produtos que podem parecer semelhantes nas prateleiras.

Na prática, a leitura do rótulo permite observar a composição e entender melhor o tipo de produto escolhido.