O Colégio Santa Cruz, escola de elite na zona oeste de São Paulo, suspendeu 34 alunos do 2º e 3º ano do ensino médio por suspeita de envolvimento na administração de um grupo de WhatsApp usado para apologia ao racismo, homofobia e misoginia contra novos ingressantes.
Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, os adolescentes aplicavam “trotes” em alunos do primeiro ano, que ingressaram no colégio em 2025.
A direção da instituição de ensino apura o nível de envolvimento de cada aluno nos atos de violência e intimidação. Alguns alunos foram suspensos por tempo indeterminado, enquanto outros foram afastados por dois dias. A escola também convocou uma reunião com os pais dos envolvidos nesta sexta-feira (31/1).
Os nomes dos estudantes afastados, muitos deles menores de idade, não foram revelados.
No início do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que tipifica o crime de bullying, inclusive o virtual, e inclui uma série de atos contra menores de 18 anos na categoria de crimes hediondos.
Ameaças e violência
O grupo, que contava com cerca de 200 integrantes, era usado para praticar bullying e racismo, além de disseminar ameaças de morte e violência sexual contra calouros, que eram adicionados ao grupo pelos veteranos.
De acordo com informações da CNN, mensagens como ‘se você não fizer o que mandei, vai ser molestado por 60 pessoas’ estavam entre as enviadas pelos alunos mais velhos aos recém-chegados no ensino médio.
O que diz a escola
Em nota, o colégio Santa Cruz disse “lamentar profundamente” o episódio e que repudia qualquer forma de violência.
A instituição de ensino afirmou que ainda apura os fatos e prometeu tomar as ‘medidas educacionais cabíveis’.
O Santa Cruz é um dos colégios mais tradicionais e elitizados de São Paulo. O valor da mensalidade para alunos do ensino médio é de R$ 7.315.
