Em Belém, mulher de 71 anos acredita namorar astro de cinema Keanu Reeves e perde R$ 300 mil em ‘golpe do amor’

Criminosos usaram a imagem do astro de Matrix para manter relacionamento virtual durante mais de um ano com vítima de Belém, no Pará

Mulher fazia transferências após receber pedidos de dinheiro para supostas viagens (Foto: Ilustração Gazeta de S.Paulo / Imagem Ilustrativa)

Mulher fazia transferências após receber pedidos de dinheiro para supostas viagens (Foto: Ilustração Gazeta de S.Paulo / Imagem Ilustrativa)

Durante mais de um ano, uma idosa de 71 anos acreditou estar vivendo um relacionamento amoroso com Keanu Reeves, astro de filmes como “Matrix” e “John Wick”. O suposto namoro, porém, fazia parte de um golpe que terminou com um prejuízo de R$ 300 mil.

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A vítima, moradora de Belém, no Pará, trocava mensagens diariamente com pessoas que se apresentavam como o ator canadense. Segundo a investigação da Polícia Civil, os criminosos utilizaram imagens de Reeves nas redes sociais e em aplicativos de mensagens para construir a identidade falsa.

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“Namoro” durou um ano

Apesar de ser um relacionamento digital, ele não se limitava às trocas de mensagens frequentes. Para aumentar a veracidade do golpe, os criminosos chegaram a realizar videochamadas com ferramentas de inteligência artificial.

Com o tempo, vieram os pedidos de dinheiro. Os responsáveis pelo perfil apresentavam diferentes justificativas para conseguir dinheiro. Entre elas estavam supostas taxas alfandegárias, despesas relacionadas a viagens e valores que precisariam ser pagos para liberar recursos.

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Convencida de que conversava com Keanu Reeves e de que mantinha um relacionamento verdadeiro com ele, a vítima realizou sucessivas transferências bancárias. Ao final do esquema, o prejuízo calculado pelos investigadores chegou a aproximadamente R$ 300 mil.

Polícia chegou ao grupo

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Pará, que identificou pessoas suspeitas de participar do esquema. A apuração resultou na Operação Hollywood, deflagrada em maio de 2026 para cumprir ordens judiciais relacionadas ao caso.

Ao todo, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva pela Vara das Garantias da Região Metropolitana de Belém. Apesar de a vítima morar no Pará, parte da estrutura investigada funcionava a milhares de quilômetros dali.

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As prisões foram realizadas na cidade de São Paulo, enquanto uma das buscas ocorreu em Diadema, na Região Metropolitana. A investigação passou a apurar possíveis crimes de estelionato sentimental, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.