O aplicativo de transporte Mobizap, da Prefeitura de São Paulo, tem acumulado reclamações de passageiros e motoristas. A plataforma foi lançada a três meses e é gerida pelo Consórcio 3C.
A plataforma o aplicativo disponibiliza corridas com partida de dentro da cidade de São Paulo, mas que podem ter como destino outros municípios. Entre o lançamento oficial do aplicativo, o cadastramento de usuários e o início de seu funcionamento foram menos de 20 dias. A viagem inaugural teve um vereador da capital, ex-motorista de aplicativo, como o primeiro cliente.
A prefeitura e as empresas responsáveis pelo aplicativo apostavam dois diferenciais, a taxa de 10,95%, cobrada dos motoristas para cada corrida, que é menor do que as descontadas por empresas privadas, como Uber e 99, e o fato de não haver cobrança de tarifa dinâmica em horários de pico, mantendo o valor padrão pago pelo passageiro.
Reclamações
Segundo o portal “g1”, na prática, as avaliações feitas por usuários são de problemas. Na Apple Store, há relatos de cobrança dupla em corrida, sfalta de carros e problemas para cadastrar o perfil.
“O app é muito ruim e pouco funcional, não há experiência de usuário, muitos bugs (quando o aplicativo trava). Teve dias que estava solicitando uma corrida e simplesmente o app parou, não abria”, conta um homem. “Nunca fecha corrida com motorista”, disse outro. “Tento pedir carro e fica só buscando”, relata outra pessoa.
No Reclame Aqui, um passageiro alega ter sido cobrado por uma corrida que não aconteceu. “Desde o dia 2 de maio estou em contato com a empresa Mobizap solicitando estorno de uma corrida não realizada e não recebi estorno. Como pode a empresa cobrar um valor de uma corrida, sendo que eu nem entrei no carro?”, questiona.
