A Prefeitura de São Paulo disse nesta segunda-feira (15/6) que ainda não foi intimada sobre a solicitação do Ministério Público paulistano (MPSP) para paralisação de qualquer obra ou atividade relacionada ao Túnel Sena Madureira, na Vila Mariana, zona sul da Capital.
“Assim que isso ocorrer, o Município apresentará suas manifestações à Justiça, nos termos legais”, afirmou a gestão municipal, após contato da Gazeta.
No mesmo texto, a administração municipal também defendeu a intervenção. “A obra vai melhorar a fluidez do trânsito na cidade, beneficiando diretamente mais de 800 mil pessoas por dia”.
A gestão Ricardo Nunes (MDB) ainda afirmou ainda que é incorreto dizer que houve retomada das obras do Túnel Sena Madureira.
“Na última semana foi iniciada a implantação dos canteiros administrativo e operacional. A execução das obras só será realizada após o início do cumprimento do Termo de Compromisso Ambiental, atualmente em processo de readequação em razão da redução da área de intervenção do projeto, medida que resulta em menor impacto ambiental e aumento da preservação de áreas verdes”, afirmou.
Entenda a polêmica do Túnel Sena Madureira
Na semana passada, O MPSP pediu à Justiça paulista a paralisação total das atividades no local até a conclusão da perícia judicial que deve analisar a regularidade do licenciamento ambiental e os impactos decorrentes da construção do túnel.
Em maio deste ano, o MPSP instaurou um inquérito civil para investigar os impactos urbanísticos do novo projeto.
Lideranças políticas e parte dos moradores da região contestam a obra pelo impacto urbanístico considerado negativo.
Custo de R$ 662 milhões
A construção do túnel que pretende ligar a rua Sena Madureira à avenida Ricardo Jafet pode custar R$ 622 milhões, segundo proposta apresentada à prefeitura na nova licitação aberta para o projeto.
O projeto original prevê dois túneis com cerca de 1,6 quilômetro de extensão. Um deles partiria da rua Botucatu até a rua Mairinque. O segundo seguiria sob a rua Domingos de Morais até a rua Embuaçu, nas proximidades da avenida Ricardo Jafet.
A prefeitura analisou se a proposta está dentro dos parâmetros de mercado.
A empresa responsável é a Álya Construtora, que sucedeu a antiga empreiteira Queiroz Galvão. A construtora havia vencido a disputa realizada em 2008, que, contudo, posteriormente foi questionada pelo Ministério Público por suspeita de fraude.
