Apoiadores do senador Flávio Bolsonaro levaram um míssil inflável ao ato realizado neste domingo (18/10), na Avenida Paulista, em São Paulo.
O objeto trazia a frase “Trump nuke Brazil”, que significa “Trump, ataque o Brasil com armas nucleares”.
Vídeos e fotos publicados nas redes sociais mostram manifestantes tentando erguer o adereço durante a mobilização, que defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada e danos ao patrimônio público.
Batizado de “Bloco 22”, o evento reuniu cerca de 71,9 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/CEBRAP em parceria com a More in Common. Entre os participantes, predominavam camisetas da seleção brasileira e bandeiras com o número 22, associado ao candidato do PL. Também havia estandartes que combinavam símbolos do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel.
Antes do início dos discursos, a organização solicitou que os participantes guardassem bandeiras de outros países. “Hoje é a nação brasileira, queria pedir para que bandeiras de outros países fossem recolhidas”, afirmou um integrante da equipe responsável pelo principal carro de som.
Flávio chegou à Avenida Paulista por volta das 11h15. Seu primeiro discurso ocorreu por volta das 12h30, depois que o público rezou o Pai-Nosso a pedido do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Durante sua fala, Nikolas defendeu que o PT deixasse o governo, mencionou Jair Bolsonaro e manifestou apoio à candidatura de Flávio.
“Vocês estão fazendo história. Vamos virar essa página triste do Brasil, faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT, e vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente da República no filho dele. E eu vou cuidar do Brasil, do povo brasileiro, e o Brasil vai vencer”, declarou Flávio, senador pelo Rio de Janeiro.
Pouco depois das 13h, antes do encerramento do ato, o candidato voltou a falar. Ele afirmou que faria um discurso breve para se preparar para o debate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, previsto para a noite deste domingo, na Rede Bandeirantes.
Flávio também dedicou parte da fala à mulher, Fernanda, a quem atribuiu importância em sua trajetória.
“Eu vou dedicar cada dia da minha vida ao lado dessa mulher maravilhosa que é a Fernanda, sem ela eu jamais teria chegado até aqui. Além de linda, maravilhosa, cheirosa, e uma trabalhadora guerreira como cada uma de vocês que está aqui hoje. Hoje eu quero vocês na televisão assistindo ao debate contra o Lula. Hoje eu quero ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra nossa nação ao vivo. O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque o Flávio Bolsonaro está chegando. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, afirmou.
Lideranças da direita participam de ato
A manifestação contou com a participação de nomes da direita, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR).
O encontro teve características de um bloco de Carnaval, formato planejado pelos organizadores. Os chamados “bloquinhos 22” foram promovidos por Nikolas Ferreira ainda no primeiro turno e combinam manifestações políticas com músicas e jingles contrários ao PT.
Nos carros de som, versões de sucessos do axé e do funk animavam o público. Entre elas estava uma adaptação de “Nova Geração”, conhecida pelo verso “Eu sou o Jonathan da Nova Geração”. Na versão utilizada no evento, a letra incentivava os participantes a pular e dançar.
Frases como “Quem ficar parado é petista disfarçado” e “fora, PT, aqui não é seu lugar”estavam entre as mais cantadas pelos manifestantes. Também foram reproduzidos jingles em apoio a aliados de Flávio, como “Nikolas Ferreira bota a esquerda pra correr” e “Ô Tarcísio, Tarcísio”.
Neste domingo (18/10), às 20h, o Grupo Bandeirantes promove o primeiro debate do segundo turno entre os candidatos à Presidência da República.
