Projetada em 1891 pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima, a Avenida Paulista carrega o título de ter sido a primeira rua asfaltada de São Paulo.
Localizada a 900 metros de altitude no antigo Morro do Caaguaçu, a via de 2,7 quilômetros de extensão foi criada para ser um refúgio da elite cafeeira e acabou se tornando o maior símbolo econômico e cultural do estado.
O planejamento arrojado para a época transformou o topo da crista geográfica em um marco pioneiro do urbanismo paulistano, conectando o centro antigo às novas áreas de expansão da cidade.

O luxo dos barões do café e a chegada do asfalto vindo da Alemanha
Nos seus primeiros anos, a paisagem da via era dominada por suntuosos palacetes e mansões pertencentes aos barões do café e grandes industriais. A ostentação arquitetônica exigia uma infraestrutura à altura do poder aquisitivo dos moradores da época.
Foi assim que, em 1909, a via fez história ao se tornar a primeira rua asfaltada de São Paulo. Para garantir a durabilidade do piso, o material utilizado na pavimentação foi importado diretamente da Alemanha, uma inovação sem precedentes no Brasil do início do século XX.

Por que a Avenida Paulista tem esse nome e não o de seu fundador?
Ao contrário do que era comum na época, o idealizador da via recusou batizá-la com o próprio nome. Joaquim Eugênio de Lima preferiu prestar uma homenagem direta aos moradores do estado, consolidando a denominação que perdura até hoje.
Curiosidade histórica: Antes de sua abertura oficial, o trecho inicial do projeto era conhecido temporariamente como Rua da Real Grandeza, referência à imponência que a via pretendia ostentar.
A rápida transformação dos palacetes em arranha-céus
A transição da Paulista de uma rua residencial de elite para um centro financeiro pulsante ocorreu de forma avassaladora a partir da metade do século 20.
Mão de obra qualificada e a especulação imobiliária fizeram com que dezenas de mansões antigas sumissem da noite para o dia.
Os imponentes casarões deram lugar a grandes prédios de escritórios, bancos e centros culturais. Hoje, a via que começou com o pioneirismo do asfalto alemão em 1909 segue como o coração pulsante da capital paulista.
